Não escolha o familiar, escolha o que você deseja

Às vezes, confundimos familiaridade com segurança. Escolhemos aquilo que já conhecemos, mesmo quando sabemos que não nos faz bem. Repetimos padrões, aceitamos relações parecidas, voltamos para lugares que já nos machucaram e insistimos em comportamentos que prometemos a nós mesmos que não repetiríamos.

Não porque queremos sofrer, mas porque o conhecido parece menos assustador do que o novo.

O familiar não exige coragem. Você já sabe como funciona, já conhece as dores, já sabe o que esperar. O novo, por outro lado, exige que você confie em si mesma para caminhar por um caminho que ainda não conhece.

Mas crescer também é aprender a dizer: “Eu conheço isso, mas não quero mais isso para mim.”

Você não precisa escolher alguém apenas porque aquela pessoa desperta sentimentos que você já conhece. Não precisa permanecer em uma relação porque ela se parece com tudo o que você viveu antes. Não precisa aceitar migalhas só porque, em algum momento da sua vida, aprendeu a se contentar com pouco.

Você pode desejar diferente. Pode escolher uma relação saudável, mesmo que nunca tenha vivido uma assim. Pode escolher a paz, mesmo que tenha se acostumado com o caos. Pode escolher reciprocidade, mesmo que tenha passado muito tempo tentando convencer alguém a ficar. Pode escolher ser respeitada, ouvida, cuidada e amada sem precisar implorar por aquilo.

E talvez, no começo, isso pareça estranho.bPorque nem tudo o que é saudável será imediatamente familiar.

Às vezes, o amor tranquilo parece sem graça para quem se acostumou com a instabilidade. O respeito pode parecer estranho para quem aprendeu a se defender o tempo inteiro. A reciprocidade pode até assustar quem passou anos tentando conquistar o mínimo.

Por isso, não escolha apenas aquilo que você reconhece. Pergunte a si mesma: “É isso que eu quero ou é apenas aquilo que eu aprendi a aceitar?”

Existe uma diferença enorme entre repetir a vida que você conhece e construir a vida que você deseja.

Você não precisa continuar escolhendo o familiar. Escolha, com coragem, aquilo que faz sentido para a mulher que você está se tornando.

A vida não é uma comédia romântica

A vida não é uma comédia romântica. Não podemos acreditar que temos todo o tempo do mundo para vacilar, adiar decisões, deixar oportunidades passarem ou esperar alguém chegar para que, no final, tudo termine bem.

A vida não funciona assim. Precisamos aceitar que só temos o hoje e o agora para viver. E que somos responsáveis pelas escolhas que fazemos com esse tempo. Ninguém pode querer, fazer ou ser por nós.

É bonito acreditar que sempre haverá uma nova chance para acertarmos. Que teremos tempo para dizer o que sentimos, reparar nossos erros, escolher melhor ou finalmente viver aquilo que desejamos. Mas nem sempre haverá.

Também é perigoso deixar a própria vida em espera, acreditando que um dia alguém chegará para ficar. Que aquela pessoa finalmente aparecerá, escolherá você e fará tudo valer a pena.

Nos filmes, quase sempre existe uma segunda chance. O casal se reencontra no momento certo, supera todos os obstáculos e, depois de tantas idas e vindas, termina junto. Na vida real, nem sempre.

Às vezes, as pessoas se perdem porque demoraram demais para escolher. Às vezes, oportunidades não voltam. Às vezes, alguém vai embora e não retorna. E, algumas vezes, percebemos tarde demais que estávamos tão ocupados esperando pelo final feliz que esquecemos de viver a história.

Os filmes podem nos inspirar, mas não podem ser o roteiro da nossa vida.

Não espere a pessoa certa para começar a viver. Não espere o momento perfeito para fazer escolhas. Não adie para amanhã aquilo que hoje já pede coragem.

A vida está acontecendo agora. E talvez amadurecer seja justamente entender que não temos garantias de um final feliz. Temos apenas a oportunidade de fazer boas escolhas enquanto a história ainda está sendo escrita.

Então viva. Ame. Escolha. Recomece. Perdoe. Arrisque. Construa.

Mas, acima de tudo, não passe a vida inteira esperando pelo momento em que finalmente poderá começar a vivê-la.

Quando o amor revela o que a paixão não consegue ver

A paixão costuma trazer uma falsa sensação de conhecer alguém.

No início, tudo parece intenso. As conversas fluem, os olhares dizem muito, a presença do outro parece familiar e, rapidamente, acreditamos compreender profundamente aquela pessoa. Mas, muitas vezes, estamos enxergando apenas aquilo que ela escolhe mostrar e aquilo que o coração encantado deseja encontrar.

A paixão tem seu poder. Encanta, aproxima, desperta desejos e cria possibilidades. Mas é o tempo, sobretudo a maneira como nos relacionamos, que revela quem o outro realmente é.

É fácil demonstrar afeto quando tudo está bem. Difícil é permanecer diante das diferenças, ter paciência nos conflitos, respeitar quando estamos frustrados, reconhecer os próprios erros e cuidar sem esperar nada em troca.

É nesses momentos que começamos, de fato, a enxergar quem está ao nosso lado. Porque o verdadeiro sentimento não se revela apenas naquilo que existe dentro de nós, mas na maneira como transformamos isso em atitudes.

Pode haver desejo, saudade, encantamento e intensidade, mas uma relação profunda exige presença, cuidado, respeito e escolha. O que se sente ganha verdade quando encontra espaço nas pequenas ações do cotidiano.

Talvez essa seja a grande diferença: a paixão nos aproxima de uma imagem; o vínculo verdadeiro nos apresenta à pessoa real.

E se entregar também significa permitir que o outro descubra quem somos quando a euforia passa, quando os dias não são perfeitos e quando já não podemos nos esconder atrás da nossa melhor versão.

Nada supera um coração verdadeiramente entregue. Não porque se entregar seja perder-se no outro, mas porque existe coragem em viver algo com inteireza, sem abrir mão de si, disposto a construir, aprender e permanecer enquanto houver reciprocidade.

A paixão pode nos fazer desejar uma presença. Mas é a convivência que nos ensina a reconhecê-la.

Porque, no fim, palavras podem despertar o coração. Mas são as atitudes que revelam onde ele realmente está.

Algumas histórias terminam, mas o carinho permanece

Mesmo que a nossa história tenha chegado ao fim, eu espero, de coração, que os sonhos que um dia você compartilhou comigo estejam se realizando.

Espero que você esteja vivendo coisas que um dia pareciam distantes. Que tenha encontrado novos caminhos, novas razões para sorrir e coragem para continuar, mesmo quando o caminho não saiu exatamente como imaginava.

E, mais do que conquistar aquilo que desejava, espero que você esteja se tornando alguém de quem se orgulha.

Porque, no fim, talvez seja isso que realmente importa: olhar para a própria trajetória e reconhecer o quanto crescemos, o quanto aprendemos e quantas vezes tivemos que recomeçar.

Eu não sei onde a vida te levou depois de nós. Não sei quais sonhos permaneceram, quais mudaram e quais você decidiu deixar para trás. Mas desejo que você tenha tido coragem para escolher o que faz sentido para você.

A nossa história terminou, mas isso não apaga tudo o que ela significou. Algumas pessoas passam pela nossa vida para ficar. Outras passam para nos ensinar, transformar e, depois, seguir outro caminho.

E talvez amar também seja aprender a desejar o bem de alguém mesmo quando já não fazemos mais parte da sua vida. Por isso, onde quer que você esteja, espero que esteja bem.

Espero que esteja vivendo, crescendo, amadurecendo e construindo a vida que um dia me contou que gostaria de ter.

E se, em algum momento, você olhar para trás e lembrar de nós, espero que consiga lembrar também do que foi bonito.

Eu sigo o meu caminho, você segue o seu. Sem mágoas. Sem cobranças. Apenas com a certeza de que, apesar do fim, eu genuinamente desejo que você seja feliz. E que, acima de tudo, tenha orgulho da pessoa que está se tornando.

Quem quer construir uma família não aceita qualquer tipo de relação

Existe um momento da vida em que amar deixa de ser apenas sobre sentir e passa a ser também sobre escolher.

Quando realmente queremos construir uma família, começamos a olhar para os relacionamentos de outra maneira. Já não basta gostar, sentir desejo, ter química ou viver momentos bons juntos.

Começamos a pensar no longo prazo. Nos valores. Nos planos. Na forma como aquela pessoa lida com conflitos, responsabilidades, compromisso e com a própria vida. E isso faz parte do nosso amadurecimento.

Seja homem ou mulher, quem deseja construir uma família precisa compreender que não pode aceitar qualquer pessoa ou qualquer tipo de relacionamento. É preciso olhar para o terreno antes de decidir construir sobre ele.

Quais são os planos dessa pessoa? Eles combinam com os meus? Temos expectativas semelhantes sobre casamento, filhos, dinheiro, família, responsabilidades e futuro? Como lidamos com as nossas diferenças?

São perguntas que podem parecer desconfortáveis, mas são extremamente necessárias.

O problema é que muitas pessoas evitam essas conversas por medo de perder o relacionamento. Têm medo de perguntar. Medo de colocar limites. Medo de dizer o que realmente desejam. Medo de descobrir que, apesar de existir amor, os projetos de vida não combinam.

E, por medo de perder a pessoa, acabam abrindo mão de conversas que poderiam ajudá-las a descobrir se aquela relação realmente tem condições de sustentar o futuro que desejam.

Mal sabem que, muitas vezes, é justamente a tentativa de evitar esse desconforto que torna a vida dessa futura família desconfortável. Porque aquilo que não é conversado hoje pode se transformar em conflito amanhã.

Aquilo que é tolerado no namoro pode se tornar um peso dentro do casamento. E aquilo que você teve medo de perder pode acabar sendo perdido justamente porque você não teve coragem de olhar para a realidade.

Construir uma família é uma decisão gigante. Não se constrói uma família apenas com emoção. A emoção pode ser o começo, mas é a constância das ações necessárias que sustenta aquilo que foi escolhido.

E eu digo necessárias porque construir uma família não será feito apenas das coisas que queremos fazer. Haverá coisas que precisaremos fazer.

Conversar quando seria mais fácil fugir. Ceder quando o orgulho pedir para vencer. Assumir responsabilidades quando ninguém estiver cobrando. Cumprir aquilo que foi combinado. Rever comportamentos. Aprender a lidar com dinheiro, diferenças, frustrações e responsabilidades.

Escolher um ao outro também nos dias em que o sentimento não estiver tão intenso. É por isso que construir uma família é para quem realmente decidiu amadurecer.

Para quem entende que compromisso não é apenas uma palavra bonita, mas uma disposição diária para fazer o que precisa ser feito.

Amar alguém pode ser emocionante. Mas construir uma vida com alguém exige maturidade.

E talvez uma das maiores provas de que amadurecemos seja justamente perceber que não precisamos aceitar qualquer relação apenas porque existe amor.

Porque quando sabemos o que queremos construir, começamos a prestar mais atenção em quem está disposto a construir conosco. E isso muda tudo.

Seja corajosa

Eu sei que você tem medo. Todos nós temos. Principalmente quando estamos diante de algo novo, grande ou, quem sabe, das duas coisas ao mesmo tempo.

Mas talvez você precise se lembrar de uma coisa: ser corajosa não significa não sentir medo. Significa fazer e continuar apesar dele.

Seja o que for que você deseja para a sua vida, provavelmente você sabe qual é o primeiro passo que precisa dar. Talvez não saiba qual será o último. E tudo bem.

Você não precisa conhecer o caminho inteiro para começar a caminhar. Precisa apenas ter coragem para dar o primeiro passo. Você precisa de coragem, não de certeza.

Durante muito tempo, algumas pessoas me chamaram de louca por determinadas decisões que tomei na minha vida. Meu pai, porém, costumava me chamar de corajosa.

E, por muito tempo, eu não sabia muito bem como receber esse adjetivo. Talvez porque, de alguma maneira, eu concordasse com os outros.

Mas, pouco a pouco, comecei a perceber que coragem e loucura podem caminhar muito próximas. Porque existe algo de “louco” em acreditar e lutar por aquilo que ainda não existe.

É preciso ser um pouco louca para continuar acreditando em um sonho quando ninguém mais consegue enxergá-lo. Para escolher um caminho diferente quando todos esperavam que você seguisse o mesmo. Para começar algo sem ter garantias de que dará certo. E talvez seja exatamente isso que chamamos de coragem.

A primeira vez que me chamei de corajosa foi ainda no ensino fundamental II. Eu era extremamente tímida. Daquelas que mal respondiam quando alguém falava.

Eu chegava a uma festa e conseguia passar praticamente a noite inteira sentada por pura timidez, até que, no final, quando finalmente me soltava, a festa já estava acabando.

Até que um dia eu me cansei. Cansei de deixar momentos passarem porque estava com vergonha. Cansei de querer fazer alguma coisa e não fazer porque estava preocupada demais com o que os outros poderiam pensar.

Então decidi ser uma tímida corajosa. Comecei devagar. Primeiro, passei a responder mais. Depois, comecei a tomar a iniciativa para conversar. Aos poucos, fui me permitindo ocupar espaços que antes eu evitava.

E descobri que eu continuava sendo introvertida, mas já não era mais prisioneira da minha timidez. Hoje, se eu quiser e se fizer sentido para mim, eu faço. Eu falo. Eu vou. Eu tento.

Não porque o medo desapareceu, mas porque eu aprendi que ele não pode decidir por mim. Talvez você também esteja diante de alguma coisa agora.

Talvez exista um sonho que você ainda não teve coragem de começar. Uma decisão que você sabe que precisa tomar. Uma conversa que precisa acontecer. Uma porta que deseja abrir.

E talvez esteja esperando sentir segurança suficiente para finalmente agir. Mas e se essa segurança nunca vier? E se você passar tanto tempo esperando ter certeza que, quando perceber, a oportunidade já passou?

Pessoas corajosas também sentem medo. Elas apenas não entregam ao medo o direito de escolher por elas.

A vida vai continuar apresentando situações que assustam. Você vai começar coisas sem saber exatamente onde elas vão terminar. Vai tomar decisões sem conseguir prever todas as consequências.

E, algumas vezes, vai errar. Mas também vai descobrir caminhos que só poderiam existir porque você teve coragem de começar.

Por isso, se existe algo dentro de você dizendo que é hora de ir, talvez você não precise de mais respostas. Talvez precise apenas respirar fundo e dar o primeiro passo.

Você não precisa saber como tudo vai terminar. Precisa apenas ser corajosa o suficiente para não deixar a sua vida passar enquanto espera o medo ir embora.

Seja corajosa. Quem sabe a sua coragem seja justamente aquilo que fará a sua vida se tornar tudo aquilo que, hoje, você ainda não consegue imaginar.

O amor não vem pronto

Que tenhamos maturidade o suficiente para entender que o amor não vem pronto.

Não existe relacionamento perfeito esperando por nós, nem uma pessoa que chegará completamente preparada para nos amar exatamente como precisamos. Existem pessoas, com suas histórias, feridas, medos, aprendizados e limitações, tentando descobrir como amar umas às outras.

Amar também é construção. E talvez essa seja uma das partes mais bonitas e, ao mesmo tempo, mais difíceis do amor: perceber que não basta encontrar alguém. É preciso estar disposto a construir com esse alguém.

Construir confiança quando ela ainda não existe.
Construir diálogo quando seria mais fácil se fechar.
Construir segurança quando os dois carregam medos.
Construir intimidade, parceria, respeito e cumplicidade.

Porque amar também é aprender. Aprender a ouvir sem transformar tudo em uma disputa. Aprender a falar sobre o que machuca sem ferir de volta. Aprender a reconhecer quando erramos, pedir perdão e, principalmente, mudar aquilo que precisa ser mudado.

É por isso que precisamos nos preparar para o amor. Não para nos tornarmos perfeitos, mas para nos tornarmos conscientes.

Conscientes do que carregamos. Das nossas feridas. Dos nossos padrões. Daquilo que oferecemos e também daquilo que esperamos receber.

Porque não adianta desejar um amor saudável enquanto continuamos repetindo comportamentos que adoecem qualquer relação.

Talvez a preparação para o amor comece muito antes de encontrarmos alguém. Comece dentro de nós, quando decidimos nos conhecer, amadurecer, curar o que for possível e aprender a nos relacionar de uma maneira diferente.

E quando duas pessoas dispostas a crescer se encontram, o amor deixa de ser apenas uma promessa bonita e passa a ser uma escolha diária.

Escolha que acontece nas conversas difíceis. Nos dias comuns. Nos desacordos. Nas renúncias. No cuidado. Na paciência. Na decisão de permanecer presente quando seria mais fácil fugir.

Que tenhamos maturidade para não abandonar um amor simplesmente porque ele deixou de ser fácil. Mas também sabedoria para reconhecer quando estamos tentando construir sozinhos aquilo que deveria ser construído por dois.

Porque o amor não vem pronto. Ele chega como possibilidade. E cabe a duas pessoas preparadas, conscientes e dispostas transformá-lo em lar.

O melhor ainda não aconteceu

Há dias em que tudo o que conseguimos enxergar são as portas que se fecharam, os planos que não aconteceram e as expectativas que ficaram pelo caminho.

Nesses momentos, é fácil acreditar que perdemos algo importante. É fácil pensar que a melhor oportunidade já passou ou que aquilo que tanto desejávamos era o melhor que a vida poderia nos oferecer. Mas a verdade é que nem sempre sabemos o que é melhor para nós.

Muitas vezes, sofremos pela perda de algo que não teria sido capaz de nos sustentar. Choramos por caminhos que não nos levariam ao destino que realmente precisamos alcançar. Insistimos em segurar aquilo que a vida está tentando nos ensinar a soltar.

Com o tempo, aprendemos que alguns “nãos” foram proteção. Algumas despedidas foram livramento. Alguns atrasos foram preparação.

Nem tudo o que desejamos hoje combina com a pessoa que estamos nos tornando. Por isso, existe uma beleza imensa em confiar. Em continuar caminhando mesmo sem entender todos os porquês. Em acreditar que a vida, Deus e o tempo estão trabalhando em lugares que nossos olhos ainda não conseguem alcançar.

O futuro não precisa ser temido quando carregamos esperança no coração. O que está por vir pode ser muito maior do que os sonhos que construímos, muito mais bonito do que os cenários que imaginamos e muito mais completo do que aquilo que hoje julgamos indispensável.

Talvez a vida não esteja tirando algo de você. Talvez ela esteja apenas abrindo espaço para algo que você ainda não é capaz de imaginar.

E quando esse dia chegar, você olhará para trás e entenderá que nenhuma espera foi em vão. Porque aquilo que está por vir é muito melhor do que você é capaz de imaginar.

Ninguém te deve nada

Talvez uma das coisas mais difíceis de aprender na vida seja entender que ninguém te deve nada.

Ninguém te deve o amor que você ofereceu.
Ninguém te deve a mesma intensidade que você entregou.
Ninguém te deve uma resposta, uma escolha ou a permanência que você desejou.

E isso pode doer. Porque, muitas vezes, fazemos algo por alguém esperando, mesmo que silenciosamente, que aquilo volte para nós na mesma medida. Amamos esperando ser amados. Cuidamos esperando ser cuidados. Permanecemos esperando que o outro também escolha ficar.

Mas a verdade é que aquilo que você oferece precisa nascer da sua vontade, e não de uma cobrança futura. Você não pode transformar a sua entrega em uma dívida emocional.

Isso não significa que as pessoas não tenham responsabilidades umas com as outras. Em uma relação saudável, existe respeito, consideração, reciprocidade e compromisso. Mas existe uma diferença enorme entre esperar o mínimo de uma relação e acreditar que alguém é obrigado a corresponder exatamente àquilo que você fez.

Ninguém te deve nada. E, ao mesmo tempo, você não precisa permanecer onde recebe menos do que deseja. Essa talvez seja a parte mais bonita de compreender isso.

Você não precisa cobrar amor de quem não sabe amar você.
Não precisa implorar consideração.
Não precisa convencer alguém do seu valor.
Não precisa permanecer em um lugar apenas porque já entregou demais.

Se alguém não pode ou não quer oferecer aquilo que você precisa, você pode simplesmente escolher partir.

Sem vingança. Sem ressentimento. Sem transformar a sua dor em uma tentativa de fazer o outro pagar pelo que você viveu. Porque amar também é compreender que cada pessoa oferece aquilo que consegue oferecer.

E quando aquilo já não é suficiente para você, talvez a resposta não seja cobrar mais. Talvez seja escolher a si mesma.

No fim, liberdade também é isso: fazer o bem sem transformar a sua bondade em uma cobrança, amar sem criar contratos invisíveis e saber partir quando a relação deixa de ser aquilo que você precisa.

Ninguém te deve nada. Mas você deve a si mesma uma coisa que ninguém pode oferecer por você: não se abandonar para ser escolhida.

Você merece um amor que escolha ficar

Lembre-se de quem você era antes de começar a duvidar de si mesma por causa de alguém.

Lembre-se de quantas vezes você tentou encontrar gentileza onde ela não existia, compreensão onde havia cobrança e amor onde, tantas vezes, fizeram você acreditar que precisava ser responsável por coisas que nunca foram suas.

Você não precisa carregar a culpa pelas escolhas de outra pessoa. Não precisa se responsabilizar pelo que alguém decidiu fazer, pelo que decidiu não fazer ou pela maneira como escolheu tratar você.

Você merece um homem que escolha ficar. Não apenas quando tudo estiver bem, quando você estiver sorrindo, leve e segura de si. Mas também nos dias difíceis. Naqueles dias em que você estiver cansada, sensível, confusa ou até duvidando do seu próprio valor.

Porque você não abandona quem ama quando os dias ficam difíceis. E merece receber a mesma entrega.

Você merece um homem que ame verdadeiramente a Deus. Um homem que não use o nome de Deus para justificar suas atitudes, para ferir você ou para fazer você se sentir menor. Mas que permita que a fé seja percebida na maneira como ele ama, respeita, cuida, perdoa e assume a responsabilidade pelas próprias escolhas.

Você merece alguém que enxergue o seu valor até nos dias em que você mesma não conseguir enxergá-lo.

Alguém que olhe para você e não veja apenas a mulher que você é hoje, mas também tudo aquilo que você está construindo para se tornar.

Um homem que esteja disposto a ser o seu melhor marido não porque você exigiu perfeição, mas porque ele sabe que está diante de uma mulher que também deseja oferecer o seu melhor.

Que ele escolha você com consciência. Com maturidade. Com paz. Com a certeza de que não está apenas encontrando alguém para amar, mas a mulher com quem deseja construir uma vida.

Que ele olhe para você e pense: é ela.
Não porque vocês nunca terão problemas, mas porque, mesmo diante deles, haverá disposição para conversar, cuidar, reparar, perdoar e continuar.

Que você nunca mais confunda intensidade com amor, culpa com responsabilidade ou sofrimento com prova de sentimento.

E, principalmente, que nunca mais precise diminuir quem você é para convencer alguém a permanecer.

Você não precisa ser escolhida por qualquer homem. Precisa ser escolhida por aquele que, além de escolher você, estará disposto a fazer o certo por você, pela relação e pela família que vocês desejarem construir.

Por aquele que reconhecerá o privilégio de caminhar ao seu lado. Que verá a sua história, suas imperfeições, seus sonhos e sua força e, ainda assim, terá a certeza de que é você a mulher que deseja amar.

Então, enquanto ele não chega, continue escolhendo a si mesma. Continue se preparando para o amor que você deseja viver. Porque você não está esperando apenas por um marido.

Está esperando por um amor que faça sentido para tudo aquilo que você aprendeu sobre amar. E quando esse homem chegar, que você não precise perguntar se ele escolheu você.

Você saberá.

Quebrando o padrão

Às vezes, o que mais nos prende não é o que aconteceu, mas aquilo que continuamos repetindo depois que tudo já terminou.

Repetimos escolhas, aceitamos os mesmos comportamentos, nos colocamos nas mesmas situações e, de alguma forma, esperamos que dessa vez o resultado seja diferente. Mas quebrar um ciclo exige coragem para fazer diferente.

É entender que nem tudo aquilo que conhecemos nos faz bem. Que o familiar nem sempre é seguro e que, muitas vezes, confundimos aquilo que estamos acostumados a viver com aquilo que realmente queremos.

Quebrar um padrão pode significar dizer não onde você sempre disse sim. Ir embora onde você sempre ficou. Se escolher onde você costumava se abandonar. Parar de tentar provar o seu valor para quem nunca soube enxergá-lo.

E talvez a parte mais difícil seja perceber que, quando você muda, algumas pessoas já não saberão mais como se relacionar com você. Mas isso também faz parte.

Você não precisa continuar sendo a mesma pessoa só porque foi assim que aprenderam a te conhecer.

Há ciclos que só terminam quando alguém decide não passar a dor adiante. E talvez essa pessoa precise ser você.

Não para apagar o passado, mas para impedir que ele continue escrevendo o seu futuro. Porque quebrar um padrão é, acima de tudo, escolher conscientemente uma nova história.

E algumas das maiores mudanças da nossa vida começam exatamente no dia em que decidimos não repetir aquilo que um dia nos machucou.

Quem você escolhe, te escolheria?

Às vezes, passamos tanto tempo escolhendo alguém que esquecemos de fazer uma pergunta simples, mas muito importante: Se essa pessoa pudesse escolher livremente, ela escolheria você também?

Porque amar alguém não significa apenas desejar estar com essa pessoa. Amor também é reciprocidade, presença, intenção e escolha.

Você pode escolher alguém todos os dias, cuidar, compreender, esperar, perdoar e fazer planos. Mas, se do outro lado não existe a mesma vontade de permanecer, talvez você esteja tentando construir sozinha uma história que deveria ser construída por dois.

E isso não significa que você não seja suficiente. Significa apenas que ser escolhida pela pessoa que você escolheu também importa.

Não se acostume a ocupar um lugar onde precisa implorar por atenção, carinho, compromisso ou presença. Não transforme migalhas em provas de amor só porque deseja muito que aquela relação dê certo.

Pergunte a si mesma: Eu estou sendo escolhida ou apenas estou escolhendo? Porque existe uma diferença enorme entre alguém que fica porque quer e alguém que fica porque você insiste.

Você merece viver um amor em que não precise ficar tentando convencer alguém de que vale a pena estar ao seu lado. Um amor em que a escolha seja mútua.

Em que você olhe para a pessoa e pense: “Eu escolheria você.” E, ao mesmo tempo, tenha a tranquilidade de saber: “E ela também escolheria a mim.”

Talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amor: não precisar correr atrás de quem você ama, porque os dois estão caminhando na mesma direção.

No fim, não se trata apenas de perguntar quem você escolheria. Pergunte também: Quem, sabendo quem eu sou, escolheria ficar?

Obrigada por tudo!

Obrigada por tudo. Por todas as experiências, por tudo o que foi feito e também por tudo o que não foi.

Obrigada pelas palavras que chegaram no momento certo e também por aquelas que nunca foram ditas. Pelos encontros que aqueceram o coração e pelas despedidas que, mesmo dolorosas, me ensinaram a seguir.

Obrigada pelo que deu certo e pelo que não saiu como eu esperava. Pelas certezas que encontrei e, principalmente, pelas dúvidas que me fizeram crescer.

Hoje eu entendo que nem tudo precisa ter permanecido para ter sido importante. Algumas pessoas chegam para ficar, outras para ensinar. Algumas histórias terminam antes que o nosso coração esteja pronto, mas ainda assim deixam algo que levamos para a vida.

Não sou grata apenas pelo que foi bonito. Também agradeço pelo que doeu, pelo que me decepcionou, pelo que me fez recomeçar. Porque, de alguma forma, tudo isso também me trouxe até aqui.

Sou grata por quem fui em cada fase, por tudo o que vivi e por tudo o que aprendi. E se hoje consigo olhar para trás com mais paz, é porque finalmente entendi que agradecer não significa querer voltar.

Às vezes, agradecer é apenas reconhecer que, apesar de tudo, valeu a pena viver.

Muito obrigada por tudo o que foi. E, principalmente, obrigada por tudo o que me tornei depois de tudo.

Aprenda a amar sem expectativas

Talvez uma das formas mais bonitas de amar seja aprender a não transformar o amor em uma lista de expectativas.

Porque quando esperamos demais, deixamos de viver o que existe para sofrer pelo que gostaríamos que existisse.

Esperamos uma mensagem, uma atitude, uma declaração, uma demonstração de carinho. Esperamos que o outro perceba o que sentimos sem precisarmos dizer. Esperamos receber na mesma intensidade aquilo que oferecemos.

E, sem perceber, começamos a medir o amor pelo que recebemos de volta.

Amar sem expectativas não significa aceitar qualquer coisa, muito menos se contentar com migalhas. Significa compreender que o amor que você oferece precisa ser verdadeiro, mas não pode ser uma cobrança disfarçada.

Você pode amar alguém e ainda assim entender que essa pessoa tem a própria maneira de sentir, demonstrar e escolher.

Pode cuidar sem exigir que cuidem exatamente da mesma forma.

Pode se entregar sem transformar sua entrega em uma dívida que o outro precisa pagar.

E talvez seja justamente aí que o amor se torna mais leve. Porque quando amamos esperando menos do outro, conseguimos enxergar melhor o que ele realmente oferece. Sem criar versões imaginárias, sem justificar ausências, sem confundir potencial com realidade.

Aprenda a amar, mas também aprenda a observar.
Aprenda a oferecer, mas também a receber.
Aprenda a sentir, sem abandonar a razão.

E, principalmente, não espere que alguém seja exatamente aquilo que você imaginou para então reconhecer o amor que existe.

O amor verdadeiro não precisa ser cobrado o tempo inteiro. Ele se revela nas escolhas, nas atitudes, na presença e na vontade de permanecer.

E quando você entende isso, percebe que amar sem expectativas não é amar menos. É amar com liberdade.

É permitir que o outro seja quem é e, ao mesmo tempo, ter coragem de decidir se aquilo que ele é cabe na vida que você deseja viver.

Amar alguém é uma escolha, mas escolher permanecer onde não existe reciprocidade não precisa ser.

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor… Um amor que se apoia, que não se abandona, que se escolhe todos os dias.

Um amor que entende que amar não é apenas sentir algo bonito por alguém, mas também decidir cuidar daquilo que existe entre duas pessoas.

Eu sempre quis um amor que soubesse permanecer. Não porque nunca haveria motivos para ir embora, mas porque haveria motivos suficientes para ficar.

Um amor que, diante de um dia difícil, não transformasse a dificuldade em distância. Que soubesse que algumas fases exigem mais paciência, mais conversa, mais compreensão e, principalmente, mais disposição para caminhar lado a lado.

Eu desejei alguém que não estivesse comigo apenas quando tudo fosse fácil. Alguém que soubesse segurar a minha mão quando eu estivesse forte, mas que também soubesse me acolher quando eu não estivesse.

E eu queria poder fazer o mesmo, porque talvez uma das formas mais bonitas de amar seja essa: saber que você não precisa enfrentar tudo sozinho.

Eu desejei um amor que soubesse o que é amor. Que não confundisse controle com cuidado, ausência com liberdade ou palavras bonitas com sentimentos profundos.

Um amor que entendesse que atitudes dizem muito mais do que promessas e que escolher alguém todos os dias também significa cuidar para que essa pessoa se sinta amada nos pequenos detalhes.

Eu não desejei um amor perfeito. Desejei um amor verdadeiro. Daqueles que reconhecem as imperfeições, mas não usam os defeitos como desculpa para ferir. Daqueles que sabem pedir perdão, recomeçar uma conversa e voltar para perto depois de um dia difícil.

Um amor em que eu pudesse descansar o coração. Sem precisar duvidar o tempo inteiro se sou amada, se sou importante ou se amanhã ainda haverá alguém ao meu lado.

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor… E hoje eu entendo que não é sobre encontrar alguém que nunca vá embora. E sim, sobre encontrar alguém que, assim como eu, compreenda o valor de permanecer.

Porque o amor que eu desejo é aquele que traz paz. É aquele que acolhe, sustenta, cuida e permanece.

É aquele em que duas pessoas, mesmo sabendo que a vida nem sempre será fácil, continuam olhando uma para a outra e dizendo, através das próprias atitudes: “Eu escolho você.”

Toda decisão exige renúncia

Quando tomamos uma decisão, não estamos apenas escolhendo alguma coisa. Estamos, também, renunciando a muitas outras.

E talvez essa seja uma das partes mais difíceis de escolher. Porque toda escolha carrega consigo alguns “nãos”.
Não para tudo aquilo que não queremos, mas também para aquilo que, de alguma forma, gostaríamos de continuar tendo.

Quando decidimos ficar, renunciamos a algumas possibilidades de partir.
Quando decidimos partir, renunciamos àquilo que ainda poderia acontecer se ficássemos.
Quando escolhemos uma pessoa, abrimos mão de outras possibilidades.
Quando escolhemos um caminho, deixamos tantos outros para trás.

É por isso que algumas decisões doem, mesmo quando são certas. Nem toda dor é sinal de que escolhemos errado. Às vezes, ela é apenas o luto por aquilo que precisou ficar para trás para que pudéssemos seguir em frente.

A maturidade está em entender que não podemos viver todas as possibilidades ao mesmo tempo.

Em algum momento, precisamos escolher. E escolher é aceitar que, enquanto seguramos uma coisa com as duas mãos, outras tantas precisarão ser deixadas para trás.

Por isso, não tenha medo de renunciar. Tenha medo de permanecer dividido entre aquilo que você escolheu e aquilo que não teve coragem de deixar.

Porque uma decisão só começa a transformar a nossa vida quando, além de escolhermos o que queremos, também temos coragem de abrir mão do que não cabe mais no caminho que decidimos seguir.

No fim, talvez amadurecer seja justamente isso: aprender que toda escolha tem um preço, mas que algumas renúncias são necessárias para que possamos viver, por inteiro, aquilo que escolhemos.

Teu sorriso

Eu achava que já havia conhecido o sorriso mais bonito do mundo. Até você chegar. Desde então, descobri que existem sorrisos que não apenas iluminam um rosto, mas iluminam a vida de quem os contempla.

O teu sorriso tem esse poder sobre mim. Ele aparece nas coisas mais simples: numa brincadeira, numa descoberta, numa travessura, quando você percebe que estou te olhando ou simplesmente quando encontra um motivo qualquer para ser feliz.

E eu paro, porque gosto de apreciar você. Gosto de guardar na memória cada detalhe dessa fase, cada expressão, cada gargalhada, cada sorriso que hoje faz parte dos meus dias e que, algum dia, será lembrança.

Talvez você ainda não entenda, mas existe uma versão minha que nasceu junto com você. E essa versão aprendeu a encontrar felicidade nas pequenas coisas.

No teu abraço apertado.

Na tua voz me chamando.

Nos teus olhos curiosos.

E, principalmente, no teu sorriso.

Lembre disso: entre todas as coisas bonitas que existem, o teu sorriso é o que eu mais gosto de apreciar.

Se um dia a vida ficar difícil e você esquecer o quanto é especial, espero que se lembre de que houve alguém que olhou para você e enxergou um presente.

Alguém que teve o privilégio de acompanhar seus primeiros passos, suas descobertas, suas gargalhadas e esse sorriso que tantas vezes fez o meu coração transbordar.

Eu não sei quantas vezes ainda vou ter a oportunidade de olhar para você exatamente como olho hoje. O tempo passa, você cresce, muda, descobre o mundo e segue o seu próprio caminho.

Por isso, enquanto eu puder, vou apreciar. Vou guardar. Vou agradecer.

Porque o teu sorriso foi uma das formas mais lindas que a vida encontrou de me mostrar o quanto eu sou abençoada.

E se algum dia você me perguntar qual foi uma das coisas mais bonitas que a maternidade me deu, talvez eu não precise pensar muito.

Vou apenas olhar para você e sorrir. Porque eu já sei a resposta.

Ter um lar para voltar

Existem vários prazeres no mundo, mas, particularmente, um dos que mais me encanta é ter um lar para voltar.

E quando digo lar, não me refiro necessariamente a um lugar específico, mas a uma ou mais pessoas específicas em nossas vidas.

Depois de um longo dia de trabalho, não há nada melhor do que saber que, em algum lugar, existem pessoas que esperam pela nossa chegada. Pessoas com quem podemos dividir o cansaço, as alegrias, as histórias do dia e até mesmo o silêncio.

Em um final de semana, poder desfrutar a vida com quem amamos. Fazer coisas simples, rir de bobagens, compartilhar uma refeição, conversar sem pressa. Ter alguém com quem dividir não apenas os grandes acontecimentos, mas também a beleza das pequenas coisas.

Talvez porque eu goste muito da ideia de que o melhor que podemos levar desta vida são os bons relacionamentos. Afinal, de alguma forma, tudo passa por eles.

Nossas maiores alegrias quase sempre têm alguém para compartilhar. Nossas dores também se tornam mais suportáveis quando temos com quem dividi-las. Nossas conquistas ganham outro significado quando existe alguém para comemorar conosco.

Não existe vida sem relacionamento. E construir bons relacionamentos não é apenas um privilégio; é uma dádiva.

Porque uma casa pode ser bonita, confortável e cheia de coisas, mas isso não significa que ela seja um lar. Uma casa abriga o corpo, mas somente um lar acolhe a vida.

Talvez seja isso que torne a vida tão bonita: saber que, apesar de tudo o que existe lá fora, existem pessoas que fazem o nosso coração reconhecer onde pertence.

Porque, no fim, lar não é um lugar para onde voltamos. É onde o nosso coração se sente em casa.

Um dia difícil não é uma vida difícil

Há dias que simplesmente não são fáceis.
Dias em que a tristeza chega sem pedir licença, em que a dor parece maior do que conseguimos suportar e tudo o que queremos é nos recolher por um instante. E tudo bem. Nem todos os dias serão leves.

Chorar faz parte do processo. Não há nada de errado em admitir que algo doeu, que você está cansado ou que, naquele momento, não sabe exatamente como seguir. Há dores que, por algum tempo, parecem insuportáveis. E talvez você precise mesmo de um tempo para senti-las antes de conseguir reorganizar o coração.

Mas um dia difícil não precisa se transformar em uma vida difícil.

Não permita que uma decepção contamine todas as coisas boas que ainda existem. Não deixe que uma tristeza de hoje roube de você a possibilidade de viver um amanhã diferente. Algumas situações merecem ser sentidas, mas não precisam ocupar todos os espaços da nossa vida.

A vida continua sendo boa, mesmo quando atravessamos momentos ruins.
Existem dias de lágrimas e dias de sorrisos. Dias em que tudo parece fazer sentido e outros em que precisamos apenas respirar e esperar a tempestade passar. Isso também faz parte de estar vivo.

Você não precisa estar bem o tempo inteiro para reconhecer que a vida vale a pena.
Permita-se chorar. Permita-se sentir. Permita-se descansar.

Mas, quando a dor passar, ainda que aos poucos, volte a olhar para a vida com esperança. Porque momentos difíceis são capítulos, não a história inteira.

E por mais complexo que seja o momento que você está vivendo, ainda há beleza esperando para ser encontrada no caminho.

Aprenda a se encantar mais com atitudes do que com palavras

Enquanto você der mais valor às palavras do que às atitudes, correrá um risco maior de se ferir.

Palavras podem ser bonitas. Podem despertar expectativas, alimentar sonhos e fazer o coração acreditar em possibilidades. Mas palavras, sozinhas, não constroem relacionamentos. O que realmente revela quem alguém é são as atitudes que essa pessoa escolhe ter quando ninguém está cobrando.

É fácil dizer “eu me importo”. Difícil é demonstrar cuidado quando não há nada a ganhar em troca.

É fácil prometer presença. Difícil é permanecer quando a situação deixa de ser conveniente.

É fácil falar sobre amor, respeito, compromisso e futuro. Difícil é transformar tudo isso em pequenas escolhas diárias.

Por isso, aprenda a observar. Observe como a pessoa trata você quando está irritada. Como reage quando você estabelece um limite. Se cumpre o que promete. Se existe coerência entre aquilo que diz e aquilo que faz. Observe se o cuidado aparece apenas quando ela tem medo de perder você ou se existe constância mesmo quando tudo está bem.

Não se encante apenas por quem sabe falar sobre o que você gostaria de ouvir. Encante-se por quem demonstra, com atitudes, aquilo que diz sentir.

Isso não significa desconfiar de todas as palavras. Significa não permitir que palavras bonitas tenham mais peso do que comportamentos que as contradizem.

Porque, no fim, alguém pode dizer que ama você e ainda assim agir de maneiras que não correspondem ao amor que afirma sentir.

E talvez uma das formas mais maduras de amar seja justamente essa: aprender a ouvir as palavras, mas prestar atenção nas atitudes.

Não se apaixone pelo potencial de alguém. Não construa uma história inteira baseada em promessas. Não transforme pequenas demonstrações ocasionais em provas de um sentimento que ainda não foi sustentado pelo tempo.

Deixe que as atitudes confirmem as palavras. Quem realmente quer estar na sua vida não precisará convencer você o tempo todo com discursos. Haverá coerência. Haverá presença. Haverá cuidado. Haverá escolhas.

E quando você aprender a se encantar mais com isso, talvez descubra que o amor mais bonito não é aquele que fala mais alto, mas aquele que, silenciosamente, se prova todos os dias.

Não vale a pena se vingar

Quando tentamos prejudicar alguém, muitas vezes não percebemos que, antes de atingir o outro, já estamos ferindo a nós mesmos.

Toda ação carrega uma consequência. Nem sempre ela chega imediatamente, nem sempre é visível, mas chega.

Quem escolhe o orgulho, por exemplo, muitas vezes não precisa que ninguém o puna. O próprio orgulho já lhe tira a oportunidade de viver relacionamentos mais leves, de reconhecer erros, de pedir perdão e de experimentar a liberdade que existe em deixar algumas coisas para trás.

Quem escolhe o abandono precisa conviver com as marcas das ausências que deixou. Quem escolhe a traição precisa lidar com a pessoa que decidiu ser quando ninguém estava olhando. Quem escolhe a mentira precisa sustentar as consequências de ter quebrado uma confiança.

Isso não significa que toda pessoa que faz o mal sofrerá exatamente da maneira que imaginamos. A vida não funciona como um sistema de vingança em que tudo precisa ser devolvido na mesma medida.

E talvez essa seja uma das maiores razões para não se vingar. Você não precisa ser responsável pela punição de ninguém.

Não vale a pena se vingar de quem te fez mal. Não apenas porque você deseja ser uma pessoa evoluída, madura ou superior à situação. Mas porque, toda vez que você decide fazer o mal deliberadamente, alguma coisa em você também é afetada.

A vingança exige que você continue emocionalmente preso àquilo que aconteceu.

Você precisa lembrar, alimentar a raiva, imaginar respostas, planejar o que fará o outro sentir. E, enquanto tenta fazer alguém sofrer, continua permitindo que essa pessoa ocupe espaço dentro de você.

Às vezes, a verdadeira liberdade não está em fazer o outro sentir a mesma dor. Está em não permitir que a dor transforme você em alguém que você não gostaria de ser.

Você pode reconhecer que foi injustiçado sem se tornar injusto. Pode admitir que alguém te feriu sem decidir ferir de volta. Pode colocar limites sem precisar destruir. Pode se afastar sem desejar o fracasso do outro.

E pode seguir em frente sem precisar assistir à queda de quem um dia te machucou. Porque existem consequências que não precisam passar pelas nossas mãos.

Cada pessoa precisa lidar com as escolhas que faz, com o caráter que constrói e com os caminhos que decide percorrer. A sua responsabilidade é cuidar das suas próprias escolhas.

No fim, talvez a maior vitória não seja ver alguém sofrer pelo mal que fez a você. Talvez seja olhar para a sua própria vida e perceber que aquilo que fizeram com você não conseguiu determinar quem você se tornou.

Não se vingue. Não porque o outro merece o seu perdão imediatamente, nem porque você precisa fingir que não doeu.

Não se vingue porque a sua paz vale mais. Porque a sua consciência vale mais. Porque a pessoa que você está construindo dentro de si vale mais.

E porque, às vezes, deixar que a vida cuide das consequências enquanto você cuida de si é a forma mais bonita de não permitir que o mal recebido se transforme em mal praticado.

“Se tendo tão pouco de você eu já te amo tanto, imagina quando eu tiver muito.”

Existem frases que valem mais do que os melhores textos, não pelo padrão literário, mas pela intenção que carregam.

É bom pensar que o amor é ilimitado. Que ele não precisa caber no tempo, na quantidade de encontros ou naquilo que já foi vivido.

Às vezes, temos tão pouco de alguém e, ainda assim, esse pouco parece imenso. Poucos momentos podem despertar uma vontade enorme de viver muitos outros.

Poucas conversas podem fazer nascer uma intimidade que parece não ter começado naquele dia.

Poucos abraços podem deixar a sensação de que ainda existe tanto para sentir.

E talvez seja justamente isso que torne o amor tão bonito: ele não precisa diminuir porque já recebemos muito. Ele pode crescer.

Porque amor não é uma conta em que cada gesto precisa ser calculado para saber quanto ainda resta.

Quando é verdadeiro, ele encontra espaço. Espaço para conhecer, compreender, perdoar, cuidar, admirar e construir.

Mas acredito também que amor é mais decisão do que sentimento. Sentir pode acontecer sem que tenhamos escolhido.

Mas amar, de verdade, exige escolhas. Escolher permanecer. Escolher cuidar. Escolher respeitar. Escolher construir mesmo quando a novidade passa e a vida real aparece.

Porque talvez o amor ilimitado não seja aquele que promete sentir tudo para sempre. Seja aquele que, diante de tudo o que a vida apresentar, continua encontrando motivos para escolher.

E então aquela frase ganha ainda mais significado: “Se tendo tão pouco de você eu já te amo tanto, imagina quando eu tiver muito.”

Talvez o mais bonito não seja imaginar quanto amor ainda pode existir. Mas perceber que, quando duas pessoas decidem construir, não existe um limite exato para o quanto uma história pode crescer.

E talvez seja isso que o amor faça de mais bonito: ele pega um pouco… e nos faz acreditar que pode existir muito.

O que você está tentando não desejar?

Às vezes, assumir a responsabilidade também é admitir o que ainda desejamos.

Existe uma maturidade que nem sempre parece bonita. É aquela que nos faz olhar para dentro e admitir aquilo que passamos tanto tempo tentando esconder de nós mesmos.

Por muito tempo, podemos acreditar que estamos seguindo em frente. Dizemos que superamos, que aceitamos, que não queremos mais aquilo. Aprendemos a conviver com a ausência, construímos novas rotinas e até nos convencemos de que determinadas histórias já não significam tanto.

Até que, em algum momento, a vida nos permite enxergar aquilo que ainda está escondido. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis do amadurecimento: descobrir que, por trás de toda a nossa tentativa de seguir em frente, ainda existe um desejo que não morreu.

Não porque devemos voltar. Não porque determinada história necessariamente precisa ser retomada. Mas porque algumas verdades precisam ser reconhecidas antes de serem verdadeiramente entregues.

Às vezes, estamos tão preocupados em provar que não precisamos de alguém que esquecemos de perguntar o que realmente desejamos.

E existe uma diferença enorme entre precisar e desejar.

Eu posso não precisar de você para viver e, ainda assim, desejar que você estivesse aqui.

Posso ter aprendido a seguir sozinha e, ainda assim, reconhecer que existe dentro de mim o desejo de construir uma família.

Posso aceitar que uma relação não deu certo e, ao mesmo tempo, admitir que uma parte de mim ainda gostaria que tivesse dado.

Isso não é fraqueza. Fraqueza seria continuar mentindo para mim mesma. Porque aquilo que reprimimos não desaparece necessariamente. Muitas vezes, apenas encontra outras formas de aparecer.

Pode aparecer na dificuldade de se abrir para alguém novo.

Na comparação.

Na resistência em se entregar.

Na necessidade de controlar tudo.

Na incapacidade de permitir que outra pessoa se aproxime verdadeiramente.

Às vezes, não estamos indisponíveis para o amor porque deixamos de amar alguém. Estamos indisponíveis porque ainda não tivemos coragem de admitir o que realmente queremos.

E aqui existe uma pergunta incômoda: Quantas decisões da sua vida você tomou a partir daquilo que realmente deseja e quantas tomou apenas para fugir daquilo que sente?

Reconhecer um desejo não significa transformar esse desejo em destino. E talvez essa seja uma das maiores demonstrações de maturidade.

Eu posso desejar uma reconciliação e ainda compreender que ela não depende somente de mim.

Posso amar alguém e ainda saber que amor, apenas, não sustenta uma relação.

Posso reconhecer a minha parte nos erros sem assumir a responsabilidade pelas escolhas do outro. Porque assumir responsabilidade não é carregar tudo nas costas. É olhar para aquilo que me pertence e ter coragem de lidar com isso.

Às vezes, inclusive, precisamos reconhecer que também contribuímos para determinadas distâncias. Não para carregar culpa, mas para parar de contar histórias em que somos completamente inocentes e os outros completamente responsáveis.

Isso vale para relacionamentos, amizades, famílias e até para a maneira como conduzimos a nossa própria vida.

Talvez a pergunta não seja apenas: “O que fizeram comigo?”. Mas também: “O que eu fiz com aquilo que aconteceu?”. E talvez exista ainda outra pergunta, mais difícil: “Do que eu estou fugindo?”

Porque podemos passar anos tentando nos convencer de que não queremos determinada coisa, quando, na verdade, apenas temos medo de desejar algo que talvez nunca aconteça.

Admitir o que queremos não nos torna dependentes. Nos torna honestos. E honestidade consigo mesma é um dos primeiros passos para deixar de viver no automático.

Há desejos que precisam ser realizados.

Há desejos que precisam ser transformados.

E há desejos que precisam ser colocados nas mãos de Deus.

Mas nenhum deles precisa continuar sendo escondido de nós mesmos.

Porque, antes de conseguir entregar verdadeiramente alguma coisa, precisamos ter coragem de reconhecer que ela ainda existe dentro de nós.

Talvez o maior sinal de maturidade não seja deixar de desejar. Talvez seja aprender a desejar sem perder a si mesma.

E, quando aquilo que desejamos envolve outra pessoa, talvez a forma mais bonita de amar seja justamente reconhecer o nosso desejo sem tentar controlar o resultado.

Devemos apenas fazer a nossa parte, assumir a nossa responsabilidade e dizer a verdade. E depois permitir que Deus cuide daquilo que nunca esteve completamente nas nossas mãos.

A sua maior bênção pode se tornar a sua perdição, se não tiver sabedoria

Nem tudo o que é bom para a nossa vida continuará sendo bom se não soubermos cuidar.

Uma grande oportunidade pode se transformar em sobrecarga. O sucesso pode alimentar o orgulho. O dinheiro pode trazer uma falsa sensação de poder. Um casamento pode se tornar um lugar de disputa. A maternidade pode fazer uma mulher se esquecer completamente de quem ela é.

Até mesmo aquilo que um dia pedimos tanto a Deus pode se tornar fonte de sofrimento quando não temos sabedoria para administrar o que recebemos.

Porque bênção também exige responsabilidade. Não basta pedir por um bom casamento. É preciso ter maturidade para construir uma relação saudável, aprender a ouvir, ceder, respeitar limites e compreender que amar alguém não significa deixar de ser quem você é.

Não basta desejar a maternidade. É preciso aprender a cuidar de um filho sem transformar a própria vida em abandono de si mesma, entendendo que uma criança precisa de uma mãe presente, mas também precisa de uma mãe emocionalmente saudável.

Não basta conquistar sucesso profissional. É preciso saber administrar o reconhecimento, o dinheiro, as oportunidades e, principalmente, não permitir que aquilo que você faz se torne mais importante do que quem você é.

Até coisas simples podem nos ensinar isso. Uma casa bonita precisa ser cuidada. Uma amizade precisa ser cultivada. Um corpo precisa ser respeitado. Uma profissão precisa ser administrada. Um relacionamento precisa de atenção. Uma família precisa de presença.

Aquilo que não cuidamos, perdemos.
E aquilo que não sabemos administrar pode começar a nos dominar. Por isso, talvez uma das maiores orações que podemos fazer não seja apenas: “Deus, me dê”. Mas também: “Deus, me dê sabedoria para cuidar daquilo que chegar às minhas mãos.”

Porque algumas pessoas passam a vida pedindo por portas abertas, mas nunca se preparam para tudo o que existe do outro lado delas.

Querem um relacionamento, mas não estão preparadas para a responsabilidade de amar. Querem filhos, mas não estão preparadas para a renúncia e a dedicação que a maternidade exige. Querem prosperidade, mas não sabem administrar recursos. Querem visibilidade, mas não sabem lidar com críticas. Querem liberdade, mas não aprenderam a ter responsabilidade. Querem muito, mas não desenvolveram estrutura para sustentar o que desejam.

E talvez seja por isso que algumas bênçãos, quando chegam, parecem maiores do que a pessoa consegue carregar. Não porque sejam ruins. Mas porque ainda falta sabedoria para desfrutá-las.

A vida não é apenas sobre conquistar. É também sobre sustentar.

Não é apenas sobre receber. É sobre cuidar.

Não é apenas sobre chegar. É sobre permanecer.

Por isso, antes de pedir por algo maior, talvez seja importante olhar para aquilo que já temos e perguntar: Tenho cuidado bem disso? Tenho sido grata? Tenho sabedoria para administrar? Tenho maturidade para sustentar?

Porque aquilo que hoje parece pequeno pode ser exatamente o treinamento para aquilo que amanhã será grande.

E, no fim, uma das maiores bênçãos que podemos receber não é simplesmente ter coisas boas.

É nos tornarmos pessoas sábias o suficiente para não transformar coisas boas em coisas ruins. Porque a bênção não está apenas naquilo que recebemos. Também está na capacidade de cuidar do que recebemos.

Você é responsável pela sua vida

Se você já é adulto, existe uma verdade da qual não pode fugir: você é responsável pela vida que construirá daqui para frente.

Isso não significa que tudo o que aconteceu com você foi culpa sua.

Seus pais podem ter acertado ou errado. Podem ter dado o que você precisava ou deixado marcas que ainda carrega. Pessoas podem ter te ferido, relacionamentos podem ter te decepcionado e circunstâncias podem ter dificultado o caminho.

Mas o que fizeram ou deixaram de fazer não precisa definir quem você será de hoje em diante.

Você pode reconhecer a sua história sem permitir que ela continue escrevendo o seu futuro.

E se você é casado ou casada, continua sendo responsável pela sua própria vida.

É claro que as decisões do outro interferem em uma relação. Mas, mesmo quando você tenta colocar a responsabilidade em alguém, existe uma parte que continua sendo exclusivamente sua: a decisão sobre o que você fará diante daquilo que está acontecendo.

Você pode escolher conversar.

Pode escolher permanecer.

Pode escolher partir.

Pode escolher esperar.

E até quando escolhe esperar pela decisão do outro, existe uma decisão sua acontecendo: você decidiu esperar.

Nós tomamos decisões todos os dias.
Algumas parecem pequenas demais para mudar alguma coisa, mas, somadas ao longo do tempo, elas constroem a vida que teremos.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Quem é o culpado pela vida que eu tenho?”

Mas:

“O que eu estou escolhendo fazer com a vida que tenho?”

Você não pode mudar tudo o que aconteceu. Mas pode começar a assumir a responsabilidade pelo que acontece daqui para frente.

A sua vida não precisa ser definida apenas pelo que fizeram com você.

Ela também será construída pelo que você decidir fazer a partir de agora.

O meu romantismo não acredita em destino

É fofo pensar que temos alguém destinado para a nossa vida.

Confesso que já acreditei na ideia de “alma gêmea”, “minha metade da laranja” e “a tampa da minha panela”. Mas, conforme fui amadurecendo, o meu romantismo amadureceu junto.

Hoje, eu acho muito mais romântico acreditar que, entre tantas possibilidades, alguém teve o poder de escolher e decidiu escolher você. Não porque estava destinado a isso, mas porque, depois de te conhecer, encontrou motivos para querer ficar.

Eu acredito que não conhecemos ninguém por acaso. Há encontros que nos ensinam, outros que nos transformam e alguns que permanecem. Mas, ainda assim, acredito que a escolha continua sendo nossa.

E talvez seja justamente isso que torna o amor tão bonito. Porque existe algo muito especial em ser escolhido depois de ser conhecido.

No começo, conhecemos apenas algumas partes. É fácil se encantar com os melhores momentos, com as conversas que fluem, com a novidade, com aquilo que ainda estamos descobrindo.

Mas o amor ganha outra dimensão quando as manias aparecem, quando conhecemos as imperfeições, quando os dias não são tão leves e quando percebemos que aquela pessoa não corresponde à imagem idealizada que construímos.

É nesse momento que a escolha se torna ainda mais bonita. Porque amar também é olhar para alguém que você conhece de verdade e, ainda assim, pensar: “Eu escolheria você.”

E talvez o casal que entende isso descubra que não precisa de um destino extraordinário para viver um grande amor.

Pode fazer das circunstâncias uma oportunidade para amar, celebrar, cuidar e honrar um ao outro. Porque o romantismo não está apenas em acreditar que fomos feitos um para o outro.

Está em, todos os dias, depois de conhecer quem o outro realmente é, continuar escolhendo construir uma história juntos.

No fim, talvez o meu romantismo não acredite em destino.

Ele acredita em escolha.

E existe algo profundamente romântico em saber que, podendo escolher, alguém escolheu você.

A dor de hoje é o crescimento de amanhã

Há uma coisa difícil de aceitar, mas que precisamos compreender: a dor é inevitável.

Para crescermos, algumas dores irão existir. Então, não fuja daquilo que precisa ser sentido. Quanto mais tentamos evitar ou reprimir a dor, mais sofrimento acabamos causando a nós mesmas, e esse, sim, pode e deve ser evitado.

Nem toda dor precisa ser prolongada.

Há dores que chegam para nos mostrar aquilo que não queríamos enxergar. Outras nos obrigam a deixar para trás pessoas, lugares, expectativas e versões de nós mesmas que já não cabem mais na nossa vida.

E talvez essa seja uma das partes mais difíceis: entender que crescer também significa aceitar alguns finais.

Nem sempre teremos respostas. Nem sempre compreenderemos por que determinada situação aconteceu. Às vezes, tudo o que teremos será a certeza de que doeu.

E tudo bem.

Você não precisa transformar imediatamente a sua dor em aprendizado. Primeiro, permita-se senti-la. Chore se precisar. Recolha-se. Descanse. Dê tempo ao seu coração.

Mas não faça da dor a sua morada.

Chegará o momento em que você perceberá que aquilo que um dia te feriu também te ensinou. Que aquela perda te mostrou o que realmente importa. Que aquela decepção te ensinou a reconhecer seus limites. Que aquele período difícil revelou uma força que você sequer sabia que possuía.

A dor pode nos quebrar, mas também pode nos revelar.

Ela pode nos ensinar a escolher melhor, a nos posicionar, a dizer não, a estabelecer limites e, principalmente, a não abandonar a nós mesmas para manter aquilo que já não faz mais sentido.

Por isso, não tenha medo de atravessar aquilo que a vida colocou diante de você.

Não porque toda dor seja boa, mas porque fugir dela não fará com que ela deixe de existir.

Atravesse. Sinta. Aprenda.

E, quando chegar do outro lado, talvez você perceba que não se tornou alguém que nunca mais sente dor.

Tornou-se alguém que sabe atravessá-la sem perder a si mesma. E talvez esse seja um dos maiores crescimentos que a vida pode nos oferecer.

Tudo que desejamos é alguém que nos ame em todas as nossas fases

No fundo, tudo que desejamos é alguém que permaneça.

Não apenas quando estamos bonitas, leves, confiantes e vivendo uma boa fase. Mas também quando estivermos cansadas, confusas, inseguras ou tentando descobrir novamente quem somos.

Porque ninguém permanece igual para sempre.

Existem fases em que estamos cheias de sonhos, outras em que precisamos apenas de um pouco de silêncio. Haverá momentos em que estaremos fortes e outros em que precisaremos admitir que não damos conta de tudo.

E talvez uma das maiores formas de amor seja justamente compreender isso.

Amar alguém não é se apaixonar por uma versão específica dela e esperar que permaneça exatamente daquela maneira. É conhecer suas diferentes versões e ainda conseguir enxergar a pessoa que existe por trás de cada uma delas.

É saber que haverá dias em que o outro estará no seu melhor e dias em que estará apenas tentando atravessar o dia.

Mas isso não significa aceitar qualquer comportamento ou permanecer em uma relação que nos machuca. Amar todas as fases também exige respeito, maturidade, limites e responsabilidade.

E existe algo que precisamos lembrar: nós também mudamos.

Ao longo da vida, amadurecemos, mudamos de sonhos, revemos nossas escolhas e descobrimos novas partes de nós mesmos. Aquilo que fazia sentido ontem pode não fazer mais amanhã. E amar alguém também significa permitir que essa pessoa cresça sem exigir que ela permaneça para sempre na versão que conhecemos primeiro.

E, quando existe amor de verdade, existe espaço para crescer sem precisar ter medo de deixar de ser amado por não ser mais exatamente quem era.

Talvez seja isso que todos nós procuramos: alguém que não ame apenas aquilo que é fácil em nós.

Alguém que consiga olhar para nossas fases com ternura, sem tentar nos controlar, diminuir ou apressar.

Alguém que não queira apenas desfrutar da nossa melhor versão, mas que tenha maturidade para caminhar ao nosso lado enquanto nos tornamos quem ainda estamos aprendendo a ser.

Porque amar alguém é, também, aprender a conhecê-lo muitas vezes ao longo da mesma vida.

E que bonito é ser e encontrar alguém disposto a fazer isso.

Quando nos posicionamos, o mundo entende

Existe uma mensagem que nenhuma tentativa de controle é capaz de transmitir: a mensagem que o nosso posicionamento comunica.

Podemos explicar quem somos, justificar nossas escolhas, tentar convencer alguém das nossas intenções e até controlar cuidadosamente aquilo que mostramos. Mas, no fim, existe algo que fala muito mais alto: a maneira como nos posicionamos diante da vida.

Quando sabemos quem somos, algumas coisas deixam de precisar de explicação.

Nossos limites dizem o que valorizamos.
Nossas escolhas dizem para onde queremos ir.
Nossos “nãos” mostram aquilo que não estamos dispostos a negociar.
E a forma como tratamos as pessoas revela muito mais sobre nós do que qualquer discurso.

Por muito tempo, talvez tenhamos acreditado que precisávamos controlar a maneira como os outros nos enxergavam. Explicar demais, agradar demais, esconder algumas partes de nós ou aceitar coisas que não queríamos apenas para evitar conflitos.

Mas existe um cansaço em tentar controlar a mensagem que o mundo recebe sobre nós. Porque, quando o nosso posicionamento é verdadeiro, não precisamos convencer ninguém.

Não significa que todos irão nos compreender. Na verdade, algumas pessoas podem interpretar nossas escolhas de uma maneira completamente diferente daquilo que gostaríamos. E tudo bem.

Posicionar-se não é controlar a interpretação do outro. É assumir a responsabilidade pela mensagem que estamos enviando através daquilo que fazemos.

Quando você começa a dizer “não” sem culpa, o mundo entende que você possui limites.

Quando deixa de permanecer onde não é respeitada, o mundo entende que você reconhece o seu valor.

Quando escolhe não participar de determinadas situações, o mundo entende que existem princípios que são importantes para você.

Quando para de se diminuir para caber na expectativa de alguém, o mundo entende que você decidiu ocupar o seu próprio espaço.

E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de liberdade: não precisar controlar tudo para ser compreendida.

Você simplesmente vive de acordo com aquilo que acredita. Porque, no final, posicionamento não é sobre fazer barulho. É sobre coerência.

É quando aquilo que você diz, aquilo que aceita e aquilo que faz começam a contar a mesma história.

E quando isso acontece, sua vida passa a comunicar uma mensagem que nenhuma explicação seria capaz de transmitir.

Família: o maior presente

Ter uma família é um dos maiores presentes que podemos receber. É dentro dela que damos os primeiros passos, aprendemos a amar, a confiar e, muitas vezes, descobrimos quem realmente somos.

É na convivência diária que nossas virtudes aparecem, mas também onde nossas limitações são reveladas. A família nos ensina que amar nem sempre é fácil, que perdoar exige coragem e que permanecer ao lado de quem amamos requer maturidade.

Família nunca foi sinônimo de perfeição. Pelo contrário. É justamente porque somos diferentes, imperfeitos e carregamos histórias distintas que o ambiente familiar se torna um lugar de crescimento. É ali que somos convidados, diariamente, a exercer paciência, respeito, empatia, domínio próprio e amor.

E, sim, seremos testados por aqueles que mais amamos. Não porque desejem o nosso mal, mas porque a convivência revela aquilo que ainda precisa ser transformado dentro de nós. As pessoas mais próximas conseguem tocar feridas que ninguém mais alcança. E, embora isso doa, também pode se tornar uma oportunidade de cura e amadurecimento.

Quando enxergamos a família apenas pelas falhas, perdemos a beleza do presente que ela representa. Mas, quando entendemos que ela também é um lugar de aprendizado, passamos a valorizar cada momento, cada conversa, cada reconciliação e cada demonstração de carinho.

No fim, talvez a maior riqueza de uma família não esteja em ser perfeita, mas em continuar escolhendo o amor, mesmo quando ele exige paciência, renúncia e perdão. Porque são esses laços que, muitas vezes, sustentam a nossa vida e nos lembram de que nunca caminhamos sozinhos.

A vida é para ser vivida

Não sei exatamente o que passou pela sua mente ao ler este título. Mas foi exatamente isso que eu quis dizer: a vida é para ser vivida.

À medida que crescemos e assumimos novas responsabilidades, existe uma tendência silenciosa de deixar de viver. E, infelizmente, algumas pessoas morrem ainda em vida. Não porque deixaram de respirar, mas porque desaprenderam a viver.

Elas fazem o que precisa ser feito, cumprem obrigações, seguem a rotina, mas já não se permitem desfrutar da própria existência. Evitam sentir as próprias emoções, fogem da vulnerabilidade e se distraem o tempo todo para não encarar aquilo que existe dentro de si. Assim, passam a sobreviver, em vez de viver a vida que um dia sonharam.

É verdade que ser vulnerável também significa correr o risco de se machucar. Mas é exatamente essa abertura que nos permite experimentar o melhor da vida. Fechar o coração não é a melhor escolha. Tornar-se mais consciente, sim. Afinal, a consciência nos ajuda a fazer escolhas melhores, sem deixar que o medo nos impeça de viver.

Quando o medo de sofrer dirige a nossa vida, ele também nos rouba a oportunidade de sermos surpreendidos. De viver experiências que só um coração livre consegue viver.

Talvez seja por isso que as crianças nos ensinem tanto. Elas se encantam com o simples, vivem o presente e se entregam às experiências sem calcular cada possibilidade de dor.

A vida continua esperando por nós. E ela não foi feita apenas para ser suportada. Ela foi feita para ser vivida.

As pessoas que amamos nos ferem

As pessoas que amamos são as que possuem maior capacidade de nos ferir

E não é porque elas são pessoas ruins ou cruéis. Em alguns casos, pode até ser. Mas, na grande maioria das vezes, não.

Muitas nos machucam acreditando que estão ajudando, protegendo ou fazendo o que consideram melhor para nós. Às vezes, tentam evitar que passemos por experiências que, na verdade, seriam necessárias para o nosso amadurecimento.

São justamente essas pessoas que, muitas vezes, desacreditam dos nossos sonhos. Dizem que estamos sonhando alto demais ou nos contentando com pouco, sem perceber que palavras ditas por quem amamos têm um peso diferente.

Elas fazem isso por mal? Muitas vezes, não.

E acredite: nem sempre é o que foi dito que dói, mas quem disse.

Talvez, se aquelas mesmas palavras viessem de um desconhecido, você seguiria o seu dia normalmente. Mas, quando elas vêm de alguém que você ama, elas encontram um lugar vulnerável dentro de você.

Não porque as palavras sejam necessariamente mais pesadas, mas porque elas despertam o medo de não ser aceito, amado, escolhido ou compreendido por alguém cuja opinião tem um valor imenso para você.

Da mesma forma, existem pequenos gestos e palavras que nos aquecem por anos. Um apelido carinhoso, uma forma única de chamar nosso nome ou um simples “estou orgulhoso de você” podem permanecer vivos na memória porque vieram de alguém especial.

São os vínculos que dão significado às palavras.

Por isso, as feridas mais profundas costumam ser causadas por quem amamos. Não porque essas pessoas desejam nos destruir, mas porque desejamos nos sentir acolhidos, pertencentes e importantes na vida delas.

Quando alguém nos disser algo que nos machuque, talvez valha a pena tentar compreender a intenção antes de reagir.

Se perceber que a intenção era cuidar, ainda que a forma tenha sido inadequada, tranquilize essa pessoa. Agradeça a preocupação, explique como você recebeu aquelas palavras e, se necessário, diga como prefere que esse tipo de conversa aconteça.

Relacionamentos saudáveis não são construídos apenas por boas intenções, mas pela disposição de aprender a linguagem do coração um do outro.

Eu mesma já pensei que alguém não me amava simplesmente porque ele não demonstrava amor da maneira que eu acreditava que deveria demonstrar. Sem perceber, acabei o ferindo e o afastando. Mais tarde, compreendi que ele também sofreu profundamente, porque se importava com o que eu pensava a respeito dele e valorizava a minha presença.

Da mesma forma, essa pessoa também me feriu ao dizer coisas que refletiam o que ela sentia naquele momento. Aquilo despertou em mim um medo antigo: se ela pensa isso sobre mim, talvez eu nunca seja a escolha dela.

Percebe como, muitas vezes, não reagimos apenas ao presente? Reagimos também às nossas inseguranças, às nossas histórias e às dores que carregamos.

As relações humanas são complexas. Elas exigem atenção, cuidado, humildade, paciência e, acima de tudo, diálogo.

Talvez amar também seja isso: compreender que nem toda dor significa falta de amor, e que nem toda boa intenção impede que alguém seja ferido.

No fim, talvez as maiores feridas não sejam causadas por quem mais nos machuca, mas por quem mais desejávamos que nunca nos machucasse.

“Você é o meu tchan”

Somos ensinados a acreditar que, quanto mais pessoas conhecermos, maiores serão as chances de encontrar a nossa pessoa, aquela com quem vale a pena compartilhar a vida por completo.

Mas eu penso diferente. A qualidade sempre foi mais importante do que a quantidade. E, no nosso caso, desde a primeira conversa existiu algo singular.

Há pessoas que conhecemos e temos a sensação de que já faziam parte da nossa história. Ao mesmo tempo, nos perguntamos por que não nos encontramos antes.

Você foi a pessoa que meu coração escolheu desde o primeiro momento. E, entre tantas coisas, uma das que mais agradeço é o fato de você existir e, principalmente, ter me encontrado.

A nossa conexão não me parece banal. Acredito que, se ambos escolhermos construir essa história, ela poderá ser uma daquelas que realmente valem a pena ser vividas, com todos os seus desafios, diferenças e aprendizados que fazem parte do amor.

Quem é você?

O autoconhecimento pode definir o futuro dos seus relacionamentos

Uma das principais razões pelas quais muitos relacionamentos não dão certo é a falta de autoconhecimento.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas conhecer a si mesmo é a base para que tudo funcione em nossa vida, especialmente nossos relacionamentos. Afinal, antes de dividir a vida com alguém, precisamos entender quem somos, quais são nossos valores, limites, necessidades e a forma como amamos.

Grande parte dos motivos que levam ao fim de um relacionamento não surge de repente. Na maioria das vezes, eles já estavam presentes desde o início. Os sinais existiam, as diferenças eram visíveis, os valores não estavam alinhados. No entanto, a intensidade da paixão, a novidade, a química e a adrenalina do começo fazem com que muitas pessoas ignorem aquilo que está diante dos próprios olhos.

Existe a esperança de que, com o tempo, o outro mude. Ou a crença de que, quando ele conhecer “a sua melhor versão”, tudo ficará diferente.

Mas relacionamentos não são construídos sobre expectativas. São construídos sobre realidade.

Imagine uma pessoa vegana entrando em uma churrascaria esperando encontrar ali o lugar perfeito para viver uma boa experiência gastronômica. Certamente haverá alguma opção para ela. Mas, proporcionalmente, ela encontrará muito mais daquilo que não deseja consumir do que daquilo que realmente faz sentido para sua vida.

Nos relacionamentos acontece algo semelhante. Quando escolhemos permanecer em ambientes ou ao lado de pessoas incompatíveis com nossos valores, passamos grande parte do tempo tentando mudar aquilo que nunca foi compatível desde o início.

E isso nos leva a uma pergunta muito mais importante do que “com quem eu quero me relacionar”.

Você sabe, de fato, quem você é?

Não a sua profissão.

Não o seu signo.

Não os rótulos que as pessoas colocaram sobre você.

Quem é você quando todas essas identificações são retiradas?

Quais são os seus princípios? O que você considera inegociável? Como você reage diante de conflitos? O que faz você se sentir amado? Quais são as suas maiores feridas? Quais são os seus recursos? Quais comportamentos você repete sem perceber?

Responder a essas perguntas exige coragem. Porque o autoconhecimento não revela apenas nossas qualidades; ele também ilumina aquilo que ainda precisa ser transformado.

Quem se conhece faz escolhas melhores.

Reconhece mais rapidamente quando algo não combina com sua essência.

Deixa de insistir em relacionamentos que sobrevivem apenas pela expectativa.

E passa a construir vínculos baseados em compatibilidade, respeito, propósito e consciência.

Antes de procurar a pessoa certa, torne-se alguém que conhece a própria essência.

Porque um relacionamento saudável começa muito antes do primeiro encontro.

Ele começa quando você finalmente consegue responder, com sinceridade, à pergunta mais importante de todas:

“Quem é você?”

Desconstruir para reconstruir

Pode parecer contraditório, mas, em muitos momentos, é exatamente isso que a vida exige de nós.

Crescemos aprendendo inúmeras coisas, de forma consciente ou não, querendo ou não. Observamos e aprendemos. Ouvimos e aprendemos. Sentimos e aprendemos. Falamos e aprendemos. Agimos e aprendemos.

Inclusive, muitas vezes repetimos palavras e ideias sem sequer compreender o que elas realmente significam. Apenas reproduzimos aquilo que vimos e ouvimos. E isso pode nos fortalecer ou nos limitar. Tudo depende das referências que tivemos e do repertório que construímos ao longo da vida.

Na minha experiência, precisei desconstruir a imagem que tinha de mim mesma. Precisei rever o que acreditava ser amor, o tipo de homem que desejava e até a ideia de família que carregava. Foi necessário questionar muitas certezas para que, hoje, eu pudesse me reconstruir como uma página em branco: sem medo, sem julgamentos e com muito mais clareza e leveza.

Nada do que vivi foi em vão. Tudo o que aprendi teve seu propósito. Algumas coisas permaneceram, outras ficaram para trás. E sou grata por cada etapa, porque foi justamente essa jornada que tornou possível a mulher que continuo reconstruindo todos os dias.

Desconstruir não é perder. É abrir espaço para que algo mais verdadeiro possa nascer.

Ele não pode te salvar

Às vezes, consumimos tantos conteúdos românticos sobre um cavalheiro que resgata a dama, que, com o tempo, começamos a desejar viver a história da personagem. E não há nada de errado em querer ser vista, escolhida e protegida pelo homem que você ama.

Mas existe uma linha tênue entre a mulher feminina, que conhece o próprio valor e sabe para que nasceu, e a mulher ferida, que espera que alguém cure suas dores e a salve de si mesma.

A mulher ferida pode, sim, encontrar um homem disposto a amá-la. Mas, cedo ou tarde, ele perceberá que está tentando ocupar um lugar que não lhe pertence. Nenhum ser humano é capaz de carregar a responsabilidade de restaurar o outro.

Um relacionamento pode oferecer amor, apoio e segurança, mas não pode substituir o trabalho interior que cada pessoa precisa fazer. A verdadeira mudança começa quando você decide olhar para si mesma e assumir a responsabilidade pela própria transformação.

“Eu ainda te amo”

“Eu ainda te amo.”

Foi o que escutei, sussurrado ao meu ouvido. E aquelas quatro palavras me fizeram perceber algo: talvez o que mais desejamos não seja encontrar o amor, mas permanecer nele.

Porque encontrar alguém é um instante. Permanecer é uma escolha diária.

Permanecer quando a outra pessoa conhece nossa luz e também nossas sombras. Quando há dias de proximidade e dias de distância. Quando o coração está aquecido e quando tudo parece frio. No fundo, todos desejamos um amor que sobreviva às estações da alma.

Mas o amor não precisa morrer porque alguém decidiu partir.

A ausência de uma pessoa não anula a existência do amor. O amor verdadeiro não depende da permanência do outro para continuar sendo amor. Ele é graça: nasce como um presente, transborda de quem o possui e, depois de oferecido, cabe ao outro decidir o que fará com ele. Pode acolhê-lo. Pode ignorá-lo. Pode até rejeitá-lo.

Isso não diminui a beleza de quem amou.

Amar nunca foi sobre controlar a resposta do outro. Sempre foi sobre a liberdade de oferecer o melhor de si, sem perder a própria essência.

Por isso, quando ouvi aquele sussurro — “Eu ainda te amo” —, respondi baixinho:

“Eu também te amo.”

Não porque esperasse algo em troca. Mas porque algumas verdades merecem ser ditas, mesmo quando não mudam o rumo da história.

Há sentimentos que permanecem. E permanecer, às vezes, é a forma mais silenciosa e corajosa de amar.

Quem ama, observa

Não quero apenas um homem que diga que me ama. Quero um homem que demonstre esse amor na forma como cuida de mim, que se importe o suficiente para querer me proteger, para desejar a minha presença ao lado dele e para me escolher, todos os dias, pelo resto da vida.

Quero um homem que me proteja não por obrigação, nem por acreditar que sou frágil, mas porque a ideia de me perder lhe causaria uma dor que ele jamais desejaria conhecer. Um homem que enxergue o meu valor antes mesmo que eu precise dizê-lo ou prová-lo.

Quero alguém que tenha a delicadeza de observar. Que preste atenção nos meus silêncios, nos meus detalhes, nas minhas alegrias e nas minhas dores. Porque quem ama observa. E, observando, aprende. Aprende a me conhecer de um jeito que nenhuma pergunta seria capaz de revelar.

Quero um homem que tenha a convicção de que me escolheu. Que olhe para a vida que construímos e tenha a certeza de que encontrou um tesouro, não porque sou perfeita, mas porque reconhece o privilégio de caminhar ao meu lado, assim como eu reconhecerei o privilégio de caminhar ao lado dele.

No fim, não desejo um amor feito apenas de palavras. Desejo um amor que se torne uma decisão diária. Um homem que, todos os dias, acorde e escolha permanecer. Não por falta de opções, mas porque nunca encontrará um lugar onde queira estar mais do que ao meu lado.

A beleza é convidativa.

A beleza nos encanta, e ela não é tão subjetiva como algumas pessoas gostam de imaginar. A beleza é encontrada onde há ordem, proporção, harmonia. E é exatamente por isso que ela é convidativa. Ela traz a sensação de que “está tudo bem” e, quando ainda não está, sussurra que “irá ficar tudo bem”.

Ser bonita não é simplesmente aparência, é espírito. Quando estamos em ordem, costumamos ser mais magnéticas. Mas isso não acontece por acaso.

Existe algo profundamente atraente em quem encontrou paz dentro de si. A beleza verdadeira não grita por atenção; ela apenas existe, e por existir, acolhe. Ela inspira confiança, desperta esperança e faz com que as pessoas queiram permanecer por perto.

Talvez seja por isso que cuidar de si vai muito além de uma boa roupa, de um penteado impecável ou de uma maquiagem bem feita. É sobre colocar a alma em ordem, alinhar os pensamentos, curar as feridas e viver de forma coerente com aquilo que se acredita.

Porque, no fim, a beleza que realmente transforma não é a que impressiona os olhos, mas a que transmite paz ao coração de quem a encontra.

O grito da sua essência

Você nem sempre foi assim.
Estar na defensiva se tornou o seu natural, mas nem sempre foi assim.
Ter uma resposta — ou até uma ofensa — na ponta da língua virou costume, mas nem sempre foi assim.
Evitar sentir virou automático, até com quem você mais ama no mundo. Mas nem sempre foi assim.
Negar sua autenticidade e trocá-la por uma máscara tem sido sua rotina, mas… nem sempre foi assim.

Em algum momento, rejeitaram o seu jeito de ser.
Perderam a paciência com a leveza e a pureza que havia em você.
Invejaram a sua coragem de ser quem é.
Disseram coisas para te ferir — intencionalmente ou não.

Mas eu quero te lembrar: aí dentro ainda existe uma mulher doce.
Leve. Cheia de vida.
Cheia de amor para oferecer a si mesma e ao outro.

Ela grita toda vez que você se sente exausta, sufocada, angustiada com a vida.
Porque é o seu corpo tentando te mostrar que a sua essência não está vivendo.
Ela se tornou prisioneira dentro de você.
E você tem sobrevivido com essa personagem que criou para se proteger.

Mas você não nasceu para sobreviver.
Você nasceu para viver.

Cada encontro, um espelho

Ninguém cruza o nosso caminho por acaso. Essa é uma das maiores verdades da vida.

Há quem nos ensine a amar.
Quem nos ensine a sermos amados.
E quem nos ensine, com a dor, a não amar da mesma forma de novo.

Há pessoas que despertam nossas sombras, nossa escassez e inseguranças.
E há aquelas que iluminam o que temos de mais bonito: a nossa luz, a nossa abundância, o que somos quando estamos inteiros.

Cada encontro carrega um propósito, mesmo que a gente só entenda com o tempo.
No fim, todo mundo nos ensina alguma coisa. Sobre o amor. Sobre o outro. E principalmente… sobre nós.

O erro dele ou dela não anula o meu

Sempre foi mais fácil apontar o outro. O erro dele, a falha dela, o deslize que não fui eu quem cometeu. Como se, ao iluminar as sombras alheias, as minhas próprias se dissipassem. Mas não dissipam.

O erro do outro não apaga o meu, não me torna inocente, não faz de mim alguém melhor por simples contraste. O que eu faço, ou deixo de fazer, continua sendo meu.

Já me escorei no erro alheio. Já me convenci de que, porque o outro foi injusto, eu tinha o direito de ser cruel. Porque o outro não cumpriu sua palavra, eu podia quebrar a minha. Mas no fim das contas, a minha consciência sempre me chamava de volta, como um espelho que não mente.

Então, aprendi. Aprendi que não importa quem errou primeiro, quem errou pior, quem começou. O que importa é quem eu escolho ser, apesar disso. Porque a minha integridade não é uma resposta ao outro, é um compromisso comigo mesma.

E eu quero ser melhor. Não porque alguém mereça, mas porque eu mereço.

Quando o amor não promete ficar

Amar sem garantias é como plantar uma flor sem saber se ela vai florescer. Você cuida, rega, dá luz e esperança, mas não tem controle sobre o desfecho. E, ainda assim, continua.

Vivemos em um mundo que nos condiciona a buscar segurança em tudo: contratos, promessas, declarações públicas. Mas o amor mais genuíno não vem acompanhado de certezas. Ele existe justamente porque escolhemos sentir, mesmo sem a segurança de que o outro sentirá o mesmo, da mesma forma ou pelo mesmo tempo.

O amor sem garantias é corajoso. Ele entende que o outro é livre e que, por mais que desejemos, não podemos controlar sentimentos alheios. E talvez seja nessa liberdade que ele se torna mais bonito, porque quem fica, fica por escolha, e não por obrigação.

Esse tipo de amor não é ingênuo. Ele não aceita menos do que merece, não tolera desrespeito ou dor contínua. Mas ele entende que amar não é um contrato com cláusulas de permanência. É um encontro de almas que se reconhecem e se permitem viver algo sincero, ainda que sem promessas.

No fundo, o amor sem garantias ensina que a maior segurança que podemos ter não está no outro, mas em nós mesmos: na certeza de que somos capazes de amar e continuar inteiros, mesmo quando o final não é o que imaginamos.

Porque, no fim das contas, o amor verdadeiro não é sobre controlar o resultado. É sobre viver a experiência.

As melhores coisas da vida não são coisas

Podemos passar a vida buscando adquirir dinheiro, artigos de luxo, status. Mas nada disso supera a riqueza de amar e ser amado, de cuidar e ser cuidado… E tudo isso sem a obrigação de que o outro retribua. A maior motivação é ver a felicidade no outro e se sentir pleno a cada entrega, a cada dedicação. Ter em mente que até o cansaço diário é um privilégio, apenas por ter uma boa companhia ao lado. A solidão não se faz presente, com ou sem companhia. As melhores coisas da vida não podem ser descritas, apenas vividas.

Deixe ir o que precisa

Há momentos na vida em que segurar com força não é um ato de coragem, mas de resistência ao fluxo natural das coisas. Deixar ir não é um sinal de fraqueza, mas de sabedoria. É entender que algumas pessoas, situações ou sentimentos não foram feitos para permanecer. Eles chegam, cumprem seu papel e, quando chega a hora, precisam seguir seu caminho. 

Tentar manter o que já se foi é como segurar a água entre os dedos: por mais que você feche as mãos, ela escorre. E no fim, o que resta é apenas o cansaço de tentar controlar o incontrolável. 

Deixar ir é confiar no processo da vida. É acreditar que, ao soltar o que não nos serve mais, abrimos espaço para o novo. Novas histórias, novos amores, novos aprendizados. É como podar uma árvore: às vezes, é preciso cortar os galhos secos para que novos brotos possam florescer. 

Não é fácil. Deixar ir dói, porque muitas vezes envolve desapego, renúncia e até mesmo luto. Mas é necessário. É um ato de autoamor e de respeito ao próprio crescimento. 

Então, se algo ou alguém precisa ir, deixe. Não com ressentimento, mas com gratidão pelo que foi vivido. E siga em frente, de coração leve, sabendo que o que é verdadeiramente seu nunca se perderá. 

Viver é a maior prova de amor

Sei que morreria por quem ama, mas você pode fazer muito melhor: viver.
Porque viver é, antes de tudo, um ato de coragem. É escolher enfrentar os dias bons e ruins com o coração aberto, sabendo que cada experiência é parte de uma jornada única e preciosa.

A melhor prova de amor que você pode dar a si mesmo — e a qualquer outra pessoa — é ser capaz de viver, e viver bem. Não apenas sobreviver, mas sonhar e realizar. Não apenas existir, mas florescer. Progredir no decorrer da sua jornada, crescer com cada passo, mesmo os mais difíceis.

Quando você vive com propósito e alegria, entrega ao mundo o melhor que há em você. E isso, por si só, já é uma demonstração de amor extraordinária. Porque o melhor que você pode oferecer a alguém é, sem dúvida, o melhor que você entrega a si mesmo: cuidado, dedicação, sonhos realizados, paz conquistada.

Não viva apenas para os outros, mas também por você. Seja fonte de inspiração, mostre que o amor verdadeiro começa dentro de nós. Ame tão profundamente que esse amor transborde, tocando os outros, não pela renúncia de quem você é, mas pela força de quem você escolheu se tornar.

Então, ame e ame muito, a ponto de viver! Viver para aproveitar as cores dos dias ensolarados e aprender com as tempestades. Viver para compartilhar histórias, sonhos e sorrisos. Viver para ser a pessoa que você sempre desejou ser.

Afinal, a maior prova de amor é viver. E viver bem.

A coragem de amar-se

Amar-se é um ato de coragem. Não falo daquele amor em dias de sol, onde tudo parece alinhado e o reflexo no espelho sorri de volta. Amar-se é, sobretudo, sobre os dias cinzas. É sobre estender a mão para partes suas que ainda estão em ruínas e dizer: “Você é bem-vinda aqui.”

Aceitar-se em construção é entender que cada rachadura conta uma história e que, no meio dos escombros, há força e beleza. É parar de esperar pela versão “perfeita” para então se amar. É abraçar cada falha, cada dúvida, cada pedaço que ainda busca seu encaixe.

Coragem é sentar-se com a dor e não desviar o olhar. É dar voz às suas vulnerabilidades sem vergonha ou medo de julgamento. Amar-se é celebrar não apenas o que está completo, mas o que ainda está nascendo em você.

E, ao fazer isso, você aprende que ser inteira não é ser impecável. É ser verdadeira. Porque no fim, o amor mais bonito não é aquele que exige perfeição, mas o que abraça o processo. Amar-se é, afinal, a maior forma de liberdade.

Não procure pelo amor

Na busca incessante por um amor, acabamos deixando de viver o amor que já está ao nosso alcance. O amor não é perfeito como nas histórias que idealizamos; ele não é feito apenas de paixão.

Muitos relacionamentos naufragam porque são movidos pela intensidade passageira da paixão. Quando o amor verdadeiro começa a emergir, com suas camadas de paciência, dedicação e compreensão, ele é abandonado. Mas é exatamente nesse ponto que a entrega precisa ser mais forte, a construção mais firme.

Quem vive perseguindo o amor idealizado pode passar a vida procurando algo que, na verdade, sempre esteve lá. Só que, guiados pela ilusão das paixões, não conseguimos enxergá-lo.

O amor resiste. Ele permanece nos conflitos, nos silêncios, no passar do tempo e nas mudanças que a vida impõe. Não o procure como quem busca algo perdido; desenvolva-o, cultive-o e deixe-o florescer.

Entre as lutas, a esperança


Quando queremos muito algo… nós nos esforçamos e não nos contentamos.
Nós choramos, mas nunca desistimos. Maior do que a esperança que reside dentro de nós, é a certeza que iremos errar tentando acertar.
Infelizmente, iremos vacilar com quem mais amamos. Sem querer somos capazes de ferir e curar
Será necessário ter conversas e tomar decisões difíceis para construir uma vida mais leve.
Nem tudo precisa de um adeus, às vezes o que precisamos é de um recomeço.
Se não deu certo até agora… não significa que nunca mais dará.
Sei que manter a fé e a esperança que o melhor ainda estar por vir é muito difícil.
Nem sempre é lógico confiar, mas no caminho nós vamos encontrando as respostas daquilo que nem sequer questionamos, soluções de problemas que nem sabíamos que existiam
Felizes são aqueles que suportam o processo, ainda que seja insuportável no momento. Por saber que tudo passa, o importante são os aprendizados na jornada. Oportunidades vão e vêm. Se movimente que a esperança sempre dará um jeito de esbarrar em você.

Celebre a vida!

Há tanto para celebrar, seja por tomar uma decisão em prol daquilo que acredita, um sorriso que recebeu e o que distribuiu. Aos sims e nãos diários. As pessoas que você pode contar, que te amam e você ama. A cada vez que você é intencional e autêntico. A cada vez que se conhece, se permite e se ama!

E não se esqueça: cada desafio é uma oportunidade de crescimento, cada conquista, por menor que seja, é uma vitória. O caminho não é linear, mas é repleto de momentos preciosos. Ao olhar para trás, celebre as lições que a vida te deu, e ao olhar para frente, confie no que está por vir. O que importa é a jornada, e ela já está acontecendo. A cada dia, somos mais completos, mais fortes, mais nós mesmos. Vamos celebrar o ser, o estar e o amar em cada detalhe da vida.

O milagre de sorrir

Sorrisos nem sempre são tão respeitados como poderiam ser. Há quem diga que um sorriso não transmite poder.

Me questiono por quê. O seu, por exemplo, teve o poder de me conectar a você e de me contagiar a ponto de eu sorrir toda vez que me lembro.

Alguns dizem que sorrir não demonstra maturidade, mas por que não? Escolher sorrir pode mudar o rumo de muitas coisas. Assim como mudou a minha maneira de enxergar a vida, abriu possibilidades que antes pareciam intangíveis.

Lembro-me de uma senhora que encontrei certa vez no caminho de casa. Com um sorriso simples e sincero, ela transformou o meu dia pesado em algo leve. Sem dizer uma palavra, ela me lembrou que há beleza no cotidiano, mesmo nos dias mais difíceis.

Se os sorrisos fossem mais valorizados, talvez a leveza ocupasse mais espaço que os estresses diários. O amor poderia substituir indiferenças e, quem sabe, as pessoas passassem mais tempo agradecendo o que têm em vez de se preocuparem tanto com o que ainda não conquistaram.

Um sorriso sincero é capaz de dissolver muros emocionais, conectar pessoas e até curar feridas invisíveis. Ele transforma de dentro para fora e de fora para dentro, criando uma cadeia de pequenos milagres que nem sempre percebemos, mas que deixam sua marca.

Então, me pergunto: e se sorríssemos mais, sem medo de parecer vulneráveis? E se aprendêssemos a enxergar no sorriso a força de uma escolha poderosa?

O que você acha? Como os sorrisos já mudaram algo na sua vida?

A vida já é uma inspiração 

A vida é completa, é ela quem cria, transforma, suporta, alimenta, espera e prospera.

Diversas vezes é mal interpretada e injustiçada mas a sua intenção é excepcional, ela nos possibilita vivenciar, observar, refletir sobre tudo ao nosso redor e em nós mesmos.

Quando tudo parece dar errado, algo sempre dá certo, nem que seja a expansão da nossa consciência, ou a decisão que adiamos tomar e as ações que precisamos ter.

A vida aos nossos olhos muitas vezes não é vista como perfeita e é exatamente isso que a torna tão inspiradora. Porque em sua imperfeição incrivelmente perfeita que somos capazes de olhar para o ser humano perfeitamente imperfeito com mais compaixão, admiração e esperança.

É a vida que mais nos inspira, nos ensina e nos motiva a continuar.

Você é o sonho de alguém

Talvez alguns dos seus relacionamentos fazem você questionar a respeito do seu valor, do seu merecimento e da possibilidade de encontrar alguém que realmente queira te conhecer, que ame sua força mas também suas vulnerabilidades.

Alguém que quanto mais o tempo passa mais certeza a pessoa tem a respeito de você e do relacionamento que estão construindo. E que viva uma conexão que lembre um vinho, quanto mais o tempo passa melhor, mais valiosa e saborosa fica.

A pessoa que sonha com você quando te encontrar irá te reconhecer. E quando esse dia chegar desejo que você tenha encontrado em si a realidade de reconhecer o próprio valor e merecimento de ser amada e, principalmente, por si mesma e enxergado força em sua vulnerabilidade. É muito bom ser o sonho de alguém, mas melhor do que isso é ser a própria realização.

Carência de você

A sua carência tem nome e sobrenome. Já parou para pensar que você pode sentir muita falta da pessoa que está com você o tempo inteiro? Mas que, infelizmente, você não investe tempo de qualidade, não oferece o devido cuidado, validação e recompensa que merece.

Já notou que você descuida da pessoa que você menos deveria para agradar pessoas que são passageiras em sua vida? Já percebeu que você fica tão preocupado(a) em ter uma companhia que esquece da mais importante: você.

Não se esforça em se conhecer verdadeiramente… sem livros, sem terceiros, apenas você com você diariamente, se questionando, se analisando e se apoiando em meio aos acontecimentos da vida. Já se esforçou para encarar o que tanto tenta esconder? As emoções e sentimentos que você insiste em reprimir?

Sentir falta de si é uma dor que não tem fim, não importa quantos companheiros(as) você tenha, jamais será o suficiente. A carência sempre estará presente, porque ela revela a sua negligência consigo, com seus sonhos, com seus objetivos, com o seu autocuidado, com tudo que é importante para você e te faz viver.

O amor morre

Se cuidar de vez em quando do amor, pode até demorar para morrer, mas ele vai perdendo o vigir aos poucos. Vai esgotando a esperança, o brilho e a leveza que um dia existiu pela inconstância do cuidado.
O amor é uma decisão, é escolher construir um bom relacionamento e estar disposto a entregar o seu melhor para que isso realmente aconteça. E tudo que te distraia do que precisa ser feito, não merece a sua atenção. É necessário dedicação, renúncias e pequenas e grandes decisões diárias.
Um jardim lindo e produtivo requer muito trabalho e atenção, com o amor não é diferente.
Assim como uma planta, o amor não cultivado todos os dias, morre.

Agradecer nunca é demais!

Dizer o quanto você é grato por alguém, alguma coisa ou circunstância nunca é demais. Ainda que seja dito diretamente a pessoa, em todos os dias e em diversos acontecimentos, por mais simples que sejam. Nunca cansa, pelo contrário é alimento.

Assim como você precisa e gosta de comer todos os dias, praticar a gratidão diariamente é essencial, pois estimula a esperança, a felicidade, o amor, o propósito, o processo e inclusive os resultados.

Ser grato pelo que tem, faz e já é como pessoa leva você a valorizar a sua jornada, acalmar a mente, aumentar a perspectiva e as oportunidades. Ajuda você a vivenciar ainda mais daquilo que você é capaz de agradecer!

E é claro que não posso finalizar esse texto sem agradecer, né?! Primeiramente a Deus por ter criado a vida que tanto me inspira e me dado o dom da escrita. Sou grata por minha vida, minha jornada e meus sonhos. Eu sou muito grata por você que está lendo esse texto e agradeço a cada pessoa que contribuiu e contribui no desenvolvimento da minha escrita, do meu blog e de cada texto que escrevi.

Gratidão a cada vida que me inspira.

Amar é escolher pelo amor todos os dias

Há quem acredite que amar é fácil e que é mil maravilhas. Mas a verdade é que a vida não é para ser assim, muito menos o amor. O amor só reside depois de uma decisão.
Depois de descobrir que existem motivos para não permanecer na relação. É quando após uma discussão ainda que corriqueira do dia a dia, você escolhe resolver da melhor maneira.
Você entende que não tem como amar alguém que você não respeita e tampouco admira.
Quando mesmo em seu pior momento, você escolhe entregar o seu melhor. Amar é escolher pelo amor todos os dias.
Afinal, a qualquer momento a raiva, o orgulho, as dúvidas podem surgir porém você se lembra do compromisso que fizeram um com o outro e não deixa que isso ocupe tanto espaço no relacionamento e persiste. Com a certeza que amanhã você estará mais maduro, experiente e melhor a cada dia como pessoa para si e para quem você escolheu compartilhar a vida.

Fora de mim

É tão extraordinário pensar que um grãozinho se transformou em um ser humano tão surpreendente

Que há pouco tempo nasceu e já está tão grande

Desenvolvendo a cada dia diversas habilidades

Conhecendo novos lugares, pessoas e objetos

Os dentinhos já começaram a nascer para preencher seu lindo sorriso

E já puxa assunto com tanta facilidade, que me faz querer aprender

Tem a gargalhada mais gostosa que satisfaz o coração

Isso tudo é tão memorável

Um pedaço de mim fora de mim, que olha em meus olhos

Um pedaço de mim que é muito melhor do que eu ousaria imaginar

Um pedaço de mim que amo me doar

Um pedaço de mim que dói vê-lo se machucar

Um pedaço de mim que se encanta a cada passo de seu desenvolvimento

Um pedaço de mim que quero aproveitar cada momento

Um pedaço de mim que ocupa a maior parte dos meus sentimentos e pensamentos

Um pedaço de mim que amo tanto

Um pedaço de mim que me transborda

Um pedaço de mim que sou imensamente grata e feliz por existir.

Essência

Não foi o beijo. Não foi o corpo. Não foi o sexo. Foi o que há de mais importante: a sua essência e como ela exala por sua bela aparência.

Muitos se perdem na superficialidade e nos prazeres momentâneos. No entanto, eu consegui me encontrar na sua essência, nos seus planos e vulnerabilidade. Eu me deparei com o que eu mais desejei em toda minha vida: alguém que me quisesse simples, rápido e sem melindre. Uma pessoa que soubesse tanto o que quer, que ao menor sinal reconheceria exatamente o que busca quando o encontrasse. 

O amor não é efêmero como a paixão… ele não se perde no tempo. Ele se fortalece a cada escolha, dedicação, admiração, respeito, gratidão e unidade que criamos com o outro. Eu sou mais a construção de algo sólido e duradouro do que algo líquido e fugaz. 

Encontrar alguém autêntico não deve ser visto com conformidade, porque em um mundo de gente fingida. Quem é capaz de ser leal a si e seus valores e princípios devem sim ser motivo de estima. 

Afinal foi exatamente assim que cheguei a pessoa que conquistou o que há de mais bonito em mim: meu desejo de ser família.

Ao meu ex amor

Você me ensinou a como não amar e ser amada. Que o amor não tem que ser conivente, muito menos conveniente. Me revelou que se eu preciso me anular para amar, não é amor. Que se eu preciso estar sozinha em todos os momentos, pensar, se arrepender e perdoar por dois, não é amor.

Você sem querer me mostrou quem sou e o tipo de relação que eu mereço, e não era o que nós tínhamos. Não era o que estava disposto a construir comigo.

Você me ensinou que eu sou capaz de esperar meses e anos por alguém, e não ter olhos para mais ninguém ainda que tenham muitos olhares em direção a mim.
Você me provou que posso realizar tudo que eu quiser, sem depender de ninguém. Você me viu como nunca havia permitido que me vissem e não valorizou.

Eu te escolhi um dia e hoje eu te deixo ir, porque a versão que eu construí ainda te amando, não combina mais com você. E sou imensamente grata por todos os ensinamentos e clareza que tive ao te amar. Você e eu somos livres para recomeçar.

O valor de escolher ficar

Em tempos em que as pessoas ostentam quantas já “pegaram”, feliz é aquele que entende o verdadeiro valor de escolher ficar com alguém.

Enxerga a graça de não apenas conquistar mas ser capaz de se apaixonar e reconquistar a mesma pessoa todos os dias. Estar disposto a sempre conhecer mais e mais, porque tolo é quem pensa que já conhece a pessoa por completo quando na verdade ele mesmo ainda está se conhecendo.

É tão bom ter a segurança de mostrar suas vulnerabilidades, de errar e acertar sem parecer que a qualquer momento uma bomba atômica possa estourar e não sobrar mais nada do relacionamento e deixar sequelas definitivas nos envolvidos.

Sabe que por mais que existam outras pessoas atraentes e interessantes no mundo… você não trocaria a sua pessoa por nenhuma delas. Tem consciência de que as “crises” de um relacionamento é a melhor oportunidade para fortalecer os laços. As conversas difíceis não são vistas como tediosas mas como uma oportunidade para evoluir o relacionamento e os comprometidos.

Compreeende que melhor do que recomeçar com pessoas diferentes, é recomeçar quantas vezes forem necessárias com a mesma pessoa, ainda que ela e você já não sejam as mesmas de quando se conheceram.

Escolhe ficar e fazer acontecer ainda que existam razões para partir.

Não é justo!

Eu não posso competir por uma posição em sua vida.

Sei que você não está pronto para seguir em frente pois está preso na dor do seu passado, ressente a dor que causaram em você e as que causou nos outros. Enquanto não der a devida atenção a essas feridas e buscar curá-las você não se sentirá feliz com ninguém pois não consegue sentir-se feliz nem consigo mesmo.

Eu não preciso que me diga alguma coisa pois vejo em seus olhos o quanto o seu passado te assombra.

É notório todas as sequelas que as pessoas que você amou e ama deixaram em você. E Infelizmente não há nada que eu possa fazer que apenas te amar a distância pois perto saímos ambos traumatizados. 

Você por não saber como receber e eu por não querer receber o que está disposto a me entregar: o pouco que restou de você. E isso não é justo comigo, muito menos contigo.

Poderia tentar te salvar e me sacrificar, mas se eu fizer isso, sou eu quem irá morrer. Afinal, não posso te salvar de você mesmo, apenas você.

Eu respeito o seu passado, mas eu honro o meu presente. Se não sou o suficiente para você, eu escolho ser ausente ainda que ressoa te querer. Não é justo competir com você por você.

Se for para ter você em minha vida, quero por completo.

Sei que não costumo dizer o quanto é importante para mim. O quanto o simples fato de você existir me faz bem. Por isso resolvi te escrever. Já disse algumas vezes o quanto você trouxe luz para meus dias, lembra? Mas reconheço que com as obrigações e estresses diários que aumentaram de um tempo pra cá, tenho nos negligenciado. Sei que não é desculpa, porém acabei deixando de demonstrar a você o quanto eu sou feliz por ter sua companhia, o seu carinho, os seus puxões de orelhas, a sua risada mais gostosa e seus choros mais intensos. Não quero perder nada que tenha relação com você, quem dirá você. Quero as músicas que você gosta de ouvir e eu nem sabia que existiam. Seus gostos peculiares de filmes e séries. Os assuntos que te interessam, me fazem me interessar ainda mais por ti, sei que pode soar clichê, só que eu nunca conheci alguém assim, com sua personalidade, gostos e paixão por viver e crescer. Exclusividade é o seu ponto forte, sem dúvida. Se for para ter você em minha vida, quero por completo. Quero suas manias, receios, sonhos, metas e o que mais tiver. Quero te irritar só para ver suas expressões, que por sinal acho muito engraçadas e fofas ao mesmo tempo. Quero ouvir suas histórias, muitas vezes longas e malucas, sair para ver o pôr do sol, ler livros juntos só para podermos debater sobre, maratonar séries, Animes e eu posso até abrir um espaço em meu tempo e em minha mente para os Doramas. Fazer planos individuais e em casal e executá-los juntos e separados também, sempre apoiando um ao outro. Não quero algo passageiro, quero uma construção com estrutura sólida e sei que é possível contigo. Eu quero e você?

Desapego

Enquanto você não desapegar de seu passado, dificilmente conseguirá realizar o futuro que almeja. Ficar presa na dor que você sentiu, nos seus sentimentos, nas expectativas frustradas e nas possibilidades que poderiam ter ocorrido e não aconteceram… Só fará adiar o que realmente é bom para você e veio para ficar.

Encerre esse ciclo e inicie um novo. Aproveite a oportunidade de ser livre novamente para recomeçar. Esqueça as opiniões de pessoas que não vão viver as consequências de suas decisões sejam elas favoráveis ou nem tanto assim.

O que você precisa pra seguir em frente, você já tem e é você mesmo. Tenha coragem e seja gentil consigo mesmo. Se perdoe por falhar consigo, hoje você sabe mais que ontem e amanhã saberá mais que hoje. Errar também faz parte do aprendizado é uma maneira de saber o que não fazer e o que você não quer para si.

Maior do que a dor que te prende ao passado é o amor que te faz estar presente.

Ela sente falta

Só não o suficiente para escolher qualquer pessoa, beijar qualquer boca e aquecer qualquer corpo. Ela já não vê as relações como antigamente… ela já não se entrega facilmente.

Uma vez perguntaram se ela não sentia falta de namorar, afinal quem consegue ficar tanto tempo sem ninguém? O que a pessoa não sabia… é que ela sempre esteve sem ninguém, mesmo acreditando no oposto. Pessoas, tempos e situações diferentes mas a mesma solidão. Sem compromisso, sem empatia, sem amor, apenas paixão. 

Ela sempre quis um relacionamento, mas ainda não teve um. Ela já aceitou a realidade e parou de mentir para si mesma. Melhor sozinha do que mal acompanhada, é o que ela carrega consigo hoje. Prefere gastar sua energia se desenvolvendo e se preparando para o que quer a se distrair com meninos por aí.

Ela sabe que irá encontrar seu relacionamento mas não como procurava. Afinal ela nem perde seu tempo em busca disso, ela entendeu a graça da espera. Ela já não tem mais pressa, só a esperança.

Se ela sente falta? Ela sente sim, mas já faz muito tempo. Ousaria dizer que a vida inteira.

Para mulher que desabrochou em você 

Em breve você finalmente irá encontrar o seu tão sonhado homem, pois finalmente encontrou a sua tão sonhada mulher.

Você cresceu e não apenas de tamanho e muito menos os números da sua idade. Você amadureceu. Deixou de ser a menina que precisava agradar a todos, que se submetia a migalhas emocionais. Você tomou as rédeas de sua própria vida e consequentemente tem tomado decisões melhores.

E agora o homem que tanto desejou será capaz de se atrair por você e você será capaz de reconhecê-lo, sem se sabotar, sem complicar, sem se machucar. Você está pronta para receber o amor que sempre quis porque, primeiramente, o encontrou dentro de você. Está pronta para se relacionar agora.

Há momentos na vida que não são os resultados que queremos mas são os processos necessários para o nosso desenvolvimento. E desejo que lembre-se disso. Crescer dói, mas é muito bom. Você está pronta e irá crescer ainda mais. 

Eu amo amar você

Eu amo estar com você 

Eu amo olhar em seus olhos

Eu amo admirar você

Eu amo conversar com você

Eu amo seu humor duvidoso 

Eu amo que seja minha pessoa favorita no mundo 

Eu amo compartilhar minha vida com você 

Eu amo planejar um futuro com você 

Eu amo que se alegre com as minhas piadas sem graça 

Eu amo que compartilhe seus interesses comigo

Eu amo poder ser eu mesma com você

Eu amo o seu jeito

Eu amo o seu sorriso 

Eu amo o seu abraço 

Eu amo o seu beijo

Eu amo, inclusive, o seu sarcasmo 

Eu amo o jeito que fica quando está bravo

Mas amo mais ainda quando está animado e feliz com a vida  

Eu amo aprender contigo diariamente

Eu amo cantar com você 

Eu amo dançar com você 

Eu amo sorrir e chorar com você também 

Eu amo ouvir a sua voz cantada ou não

Eu amo escrever sobre você, sobre nós 

Eu amo poder contar com você 

Eu amo que sejamos iguais e diferentes

Eu amo me importar com você 

Eu amo, inclusive, brigar com você 

Eu amo me permitir ser vulnerável com você 

Eu amo ser o seu apoio

Eu amo ser a primeira a te desejar bom dia e a última a desejar boa noite 

Eu amo escolher você todos os dias

Eu amo que eu possa me inspirar em você 

Eu amo ser sua família

Eu amo amar você.

Presente

Ter um pai presente é manter uma parte de nós viva também
É uma maneira de nos conhecermos ainda mais
E de nos amarmos por inteiro.
Sentir a falta de um pai, é sentir falta de nós mesmos.

Assim como a ausência de uma mãe tem um grande impacto na vida de um filho, a de um pai também, de maneiras diferentes, claro, pois empenham papéis distintos no desenvolvimento de um ser humano.

Embora uma mãe tente suprir essa ausência, ela nunca irá conseguir preencher o espaço do pai. Na verdade, ela corre um grande risco de ao tentar exercer um papel que não é seu, falhar no próprio e que ninguém, inclusive, será capaz de substituir.

Mãe é mãe e pai é pai. Não tem como ninguém ser aquilo que não nasceu para ser… Isso é difícil de aceitar, pois muitas mães acreditam que foram pais e mães de suas crianças, não porque queriam mas, infelizmente, precisaram e fizeram isso com a melhor intenção. No entanto, a carência sempre estará alí. E na tentativa de suprir o que faltava perderam o que também deveria estar presente, a mãe. Por ela ter assumido toda a responsabilidade, deixou de ser a atenção, o cuidado, a nutrição, a leveza e a representação da beleza para seus filhos.

Pai é força, coragem, poder, proteção e representação da autoridade, seja ele um pai de menina ou de menino. Afinal, é o primeiro homem na vida da filha e consequentemente se tornará para ela a referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e tratá-la. E para o filho, não é muito diferente, é o primeiro homem que ele irá admirar e querer se espelhar.

Se tornar pai quando infelizmente não teve um… Se torna também uma oportunidade de curar a sua criança interior, amando a criança que veio de você. É entregar aquilo que queria ter recebido mas que não foi possível receber. É aceitar o seu passado mas não se conformar em repetir o mesmo no presente e buscar sempre por sua melhor versão, principalmente para aqueles que te amam mais do que tudo nesse mundo.

Carregando dentro de si a humildade de que está em um constante processo de aprendizado e os seus melhores professores que irão te ensinar sobre paternidade são os seus próprios filhos. E por isso viva o seu processo sem vaidade, prepotência, egoísmo, mas com a decisão de amar uma parte de você, fora de você. É aprender inclusive mais de si, até mesmo o que jamais imaginou conhecer.

O pai desempenha um papel fundamental como modelo espiritual, instrutor e guia para os filhos. É uma responsabilidade e tanto ser pai. Mas a recompensa de quem realmente é um, é gratificante. O melhor presente que um pai pode dar a si mesmo é vivenciar a sua paternidade da melhor maneira e doar o melhor de si em cada fase de seus filhos.

Meu pacotinho de luz

Hoje é meu e posso carregar dentro de mim, mas quando nascer sei que essa luz vai se expandir para o mundo.

Não desejo que seja perfeito, muito pelo contrário quero que tenha coragem de se arriscar e assumir as consequências de suas próprias ações sendo elas boas ou ruins.

Quero apenas que consiga aproveitar o melhor da vida e saiba superar o pior dela. A mamãe ainda está aprendendo exatamente o que estou te desejando, mas uma coisa que sei e tenho toda certeza é que você é muito desejado e amado.

Eu sou muito mais forte hoje, muito mais firme em minhas decisões, muito mais feliz no meu dia a dia, graças a sua vida. Estou melhorando cada vez mais como pessoa e aprendendo a ser a melhor mãe para você.

Que assim como você foi luz nos meus momentos mais escuros, eu espero conseguir contribuir.

Eu te amo!

Fontes de amor

Bom mesmo é viver para ver seus pais sendo avós. Aproveitando a energia e o brilho que há em ter uma criança na família. Eles poderão ver crescer e acompanhar o desenvolvimento, sem toda exaustão, preocupação e dores que os pais carregam muitas vezes, ainda que sem querer. Isso não significa que os avós não se importem, pelo contrário, amam seus netos tanto quanto seus filhos.

Muitos dizem que ser avó é ser mãe duas vezes, que ser avô é aproveitar o que, infelizmente, não conseguiu aproveitar com os filhos e um pouco mais. Que amor dos avós é em dobro… É tão grande que não cabe no peito. Será que é verdade? Há quem nem tente descrever.

Já acho o amor de mãe tão grande que não consigo imaginar o dobro disso. Meu desejo ter muita saúde e anos de vida para que eu possa conhecer meus netos e ter essa experiência que muitos são incapazes de descrever de tão gostosa que é.

Aos avós, feliz dia! Vocês não fazem ideia do quanto deixam as nossas vidas mais coloridas. Vocês são joias lapidadas, cheios de experiências e sabedoria. São exemplos de vida e têm um papel fundamental em nossa identidade. Gratidão pela vida de vocês e por serem fontes de amor, carinho e apoio. 

Meu lugar favorito

Eu nunca imaginei que um abraço poderia se tornar algo tão especial. Logo eu que nunca fui muito fã de contato físico… nos braços de um desconhecido que não só se tornou meu melhor amigo mas meu grande amor, eu encontrei o meu lugar favorito.

Me sinto segura, me sinto amada, me sinto vista e respeitada por quem sou. O que eu acho mais incrível é que não deixamos espaço para o orgulho, para as inseguranças, para as discórdias. Mas encontramos nossas diferenças… e não estou me referindo ao nosso tamanho, ao nosso cheiro, a nossa personalidade e temperamento.

Me refiro aos papéis que empenhamos na vida um do outro. Você é força, eu sou resistência, você é proteção, eu sou nutrição, você é objetivo e prático e eu sou intuitiva e criativa, você é penetrante e eu sou receptiva, você é expansivo e eu sou introspectiva, você é como o sol e eu sou como a lua.

Quando você me pergunta o que eu vejo em você, eu só consigo pensar em uma única resposta: O que eu jamais poderia ser. Você me complementa. E sou muito feliz por ter alguém para integrar e não competir. Com você posso explorar o que há de melhor em mim.

Seu abraço é apenas um detalhe de tudo que você representa em minha vida.

Sua vida trouxe mais vida ainda para minha!

Eu nunca imaginei que um sonho que parecia tão distante… aconteceria apenas por puro desejo e sem planejamento algum, mesmo com muito medo, inseguranças, incertezas e inclusive dores. 

E ainda demorar pra ficha cair. Afinal, como pode algo tão bom e desejado vir em meio a tantos caos dentro de mim e acalmar o que eu nem sabia que precisava. 

Como posso esperar 9 meses por alguém que será até os 18 anos minha responsabilidade? Eu darei conta? Muitas vezes não dou conta nem da minha própria vida… como serei capaz de cuidar de outra?! Bom, esses foram alguns dos meus receios enquanto o aguardava e você se formava dentro de mim. 

No entanto, quando nasceu, tudo foi bem diferente do que esperava e temia. Tudo tem sido incrivelmente perfeito dentro de nossas imperfeições. Eu descobri que não há nada mais gostoso nesta vida quanto ser mãe. Ou melhor, ser a sua mãe. 

Confesso que a ficha ainda não caiu… e do nada me pergunto: Isso é real? Eu sou mãe? Como um ser humano tão incrível, inteligente, lindo, forte, saudável, cheio de vida nasceu de mim e há uma parte de mim?! 

Como posso amá-lo tanto cada vez que o conheço mais e me descubro como sua mãe? E toda vez que me questiono eu encontro as respostas quando olho para você. Eu sou mãe e não apenas de um menino, mas de um grande homem se desenvolvendo.

Eu sou tão grata por finalmente aprender que as coisas mais perfeitas da vida não acontecem quando queremos, mas quando precisamos. E principalmente sem o nosso controle. 

Eu te amo, Noah. 

P.S.: Sua vida trouxe mais vida ainda para minha! 

Nosso eterno vazio

Quem nunca escutou a frase “é difícil agradar o ser humano, ele nunca está satisfeito.” Bom, essa frase é real. Parece que a existência humana é movida pela carência, sempre irá nos faltar algo e é exatamente por isso que nos motivamos e nos desafiamos.

Se o seu sonho era realizar uma determinada coisa, saiba que quando chegar lá irá desenvolver outro sonho. Já vi, infelizmente, pessoas terem medo de realizar um grande sonho, que as movem a tanto tempo, por medo de não conseguirem sonhar mais, convictos que se realizarem, perderão a motivação e por isso preferem adiar o tão sonhado resultado. No entanto, o processo da realização irá surgir outros ainda maiores.

O vazio incomoda muito, mas pode ser nosso melhor aliado. Só não precisamos nos desesperar e aceitar qualquer coisa que aparecer. Ele nos mostra o que precisa ser preenchido e o tamanho daquilo que necessitamos. Evita que fiquemos na nossa zona de conforto, ainda que seja muitas vezes desconfortável.

Não julgue seu vazio, o acolha e não se iluda acreditando que esse vazio só há em você. Busque enxergar o que cada desafio que  enfrenta está ensinando a você. Afinal, o seu vazio não precisa incomodar tanto assim.

Estamos juntos nessa.

Não romantize o amor

O amor não é romântico.
O amor é compromisso, é paciência, é perdão, é cuidado, é respeito, é comunicação, é atenção, é dor.
‘Ah, mas o amor não dói…’ O amor dói sim mas não de propósito. Erra muitas vezes tentando acertar.
O amor é proximidade e também é espaço.
O amor é “eu estou aqui” e também é “viva sem mim”
O amor é ter motivo para viver e para morrer por alguém
O amor é crescer
O amor é aprender
O amor é ser
Ser a melhor pessoa que puder, ser alguém que cura e machuca mesmo sem querer.
O amor é ser abrigo e é ter abrigo
O amor não é romântico, muito menos uma comédia ou um drama, mas pode ser tudo isso junto.
O amor é completo, é várias coisas ao mesmo tempo porém com uma única certeza: O amor não começa nem acaba da noite para o dia. O amor é decidir amar. O amor é não viver apenas pelo prazer, mas ter prazer em amar.

A sua responsabilidade não diminui a sua felicidade

Muitos podem ver a responsabilidade como um peso. Sorte de quem a vê como felicidade. Embora tenha seus desafios, dores e frustrações no processo, a felicidade está sempre presente. Maior do que os ônus, são os bônus.

Ser mãe é a melhor e maior coisa que poderia ser. Afinal você é responsável por uma vida que não é sua, que tem a própria personalidade, percepção e sensação a respeito da vida e irá escolher o próprio destino. Mas é você, a principal referência e admiração dela.

E mesmo com tão pouca experiência te mostra o quanto a rotina pode ser empolgante.

Um simples olho no olho pode ser acolhedor.

Um abraço em momentos estressantes é mais assertivo que quaisquer palavras pronunciadas.

A presença vale muito mais que um “eu te amo” distante.

Cair, errar não é o fim do mundo, é só um meio de sabermos novas possibilidades ou aquilo que não queremos

Um simples sorriso pode ser tudo que você precisa.

É saber que ninguém é como você e ninguém é como a sua criança e nenhuma relação é como a de vocês. E mesmo que tentem comparar, a relação de vocês é extraordinariamente singular.

Quão bom é saber que nessa função você jamais será substituída. Eu te pergunto: isso te conforta ou te apavora?

Acredito que depende do momento né?! Não é fácil, estaria mentindo se eu dissesse que é. No entanto, não precisa ser, deve ser apenas bem feito independente do desafio e apreciado a cada progresso. Aliás as melhores coisas e decisões da vida não são fáceis, são assustadoramente desafiadoras e no fim vale a pena cada escolha feita de modo intencional.

Ser mãe é responsabilidade, mas isso não impede ninguém de experienciar a felicidade com o ser humano que tudo que mais deseja é descobrir a vida em sua companhia.

🤍

Não é brincadeira

Relacionamento saudável é coisa séria, não é brincadeira. É dedicação e aprendizado diário, é saber colocar e respeitar limites, é saber ceder, é ter paciência e aprender a lidar com frustrações até porque você irá se frustrar, e não é porque é a pessoa “errada” mas porque suas expectativas podem não condizer com a realidade.
O que é óbvio para você não necessariamente é óbvio para o outro. Elimine os julgamentos, aprenda a perguntar mais do que afirmar.
Faça alinhamentos logo no começo.
E talvez você se pergunte, isso não é precipitado ou egoísta?
Precipitado e egoísta é você querer que o outro adivinhe o que quer e atinja expectativas que ele nem sabe que existem.
Não queira uma relação a qualquer custo. Queira alguém que esteja alinhado com os seus ideais… não aceite qualquer pessoa só para dizer que tem alguém. Pois um dia com a casa cheia você ainda se sentirá vazia por não ter escolhido uma companhia para compartilhar a vida que estivesse disposta a ser recíproca a sua entrega. Aliás, se entregar a alguém tem um custo físico, espiritual e emocional.
Iniciar um relacionamento por carência nunca será uma escolha sensata e uma hora você irá perceber que não era nada disso que de fato queria.
É salutar ter conversas difíceis no começo para não ter uma relação difícil. Afinal, relacionamento saudável não vem pronto, é construído, o que se torna extremamente necessário decisões, adaptações e resoluções.

Um dia de cada vez

Um dia de cada vez se tornou meu mantra para não surtar

Um dia de cada vez me lembra que ainda tenho tempo e não preciso viver como se não tivesse, porque se eu continuar correndo realmente não terei

Um dia de cada vez é o suficiente para conquistar o meu futuro tão desejado

Um dia de cada vez é o bastante para aproveitar os dias da melhor maneira que eu puder

Um dia de cada vez me lembra que é no presente que se vive e não no passado e muito menos no futuro

Um dia de cada vez é o que me faz acordar diariamente com o sorriso no rosto e disposto a realizar minhas metas.

Rejeição

É uma dor que pode tornar-se uma obsessão
É um possível amor
Que adoece de paixão

Pode ser sútil
Ou brutalmente explícita
Mas ambas deixam a sanidade por um fio

Não importa o quanto tente,
O quanto faça
O quanto deseje

Quem não quer você
Não passará a querer
Quem não vê valor
Não passará a ver

Siga seu caminho
Entenda que uma hora passa
E quando menos esperar
Estará sorrindo

Afinal melhor ser rejeitada
Do que mal amada.

Quem muito julga não se ajuda

Quanto mais você julga o outro, mais você se julga e vice versa. E por julgar demais você cria bloqueios, primeiramente em seus pensamentos, em seguida em seus sentimentos e consequentemente em suas ações.

Você não se conecta com você e se torna incapaz de realizar seus planos, de se conectar com suas emoções e sentimentos por condenar tudo.

E é por isso que quem muito julga não se ajuda, logo não ajuda ninguém também. Então pelo seu bem e pelo bem do próximo, não julgue.

Não julgue seus sonhos, se permita sonhar
Não julgue suas tentativas, se permita errar
Não julgue suas emoções, se permita sentir
Não julgue sua personalidade, se permita ser
Não julgue seus fracassos, se permita aprender
Não julgue nada nem ninguém, saiba que nada nem ninguém é perfeito, assim como você.

Você merece um amor que te mostre e não que te esconda

Quão gostoso é estar com alguém que te admire o suficiente a ponto de te apresentar e não me refiro simplesmente ao outro, mas especialmente quando não há ninguém em volta.

Esse amor faz questão de mostrar o quanto te ama, o quanto é apaixonado pelo seu sorriso, o quão importante é a sua felicidade. Não tem receio de te apresentar as próprias emoções, de mostrar o quão doloroso é imaginar não ter mais você como companhia.

É um amor sincero, em todos os momentos. Ele não esconde os erros e muito menos o perdão. Ele te mostra que, por mais incrível que seja, você é humana e ele reconhece o quanto tem buscado melhorar. Ele não romantiza o relacionamento, ele ama o relacionamento levando em contas tudo que vem com ele, inclusive a renúncia da vida e comportamento de solteiro.

Esse amor foca naquilo que é essencial para manter um relacionamento, se lembra do porquê de ter escolhido você. E jamais se esquece de tudo que tiveram que superar para estar agora expondo esse amor, não só para você como para o mundo inteiro.

Gratidão não é prisão

É possível ser grato a algo ou alguém e mesmo assim resolver partir?

Confesso que para mim não parecia justo, não parecia gratidão ir embora de algo ou da vida de alguém que te fez tão bem em algum momento, que esteve com você quando ninguém mais esteve, inclusive acreditou em você quando nem você era capaz de acreditar.

Mas acontece que ninguém parte do nada ou sem motivos. Talvez você tenha ficado maior do que aquele lugar ou aquela pessoa já não combina com a nova versão de você. E o que você irá fazer? Se forçar a se diminuir para caber naquele espaço ou forçar aquela pessoa a engolir essa sua nova versão ou te acompanhar? Não é justo, não é saudável. Nem com você nem com os demais.

Escolher mudar de carreira, construir novos relacionamentos seja ele quais forem, não é ingratidão. É entender que está tudo bem alterar a rota. Buscar novos ares. Colecionar novas memórias e adquirir novas experiências mesmo sendo imensamente grato ao seu passado.

É salutar se retirar daquilo que você é grato. Gratidão não é prisão. Pelo contrário, gratidão é impulsionamento, quanto mais você é grato mais motivos você encontra para continuar sendo. Dói partir, porque foi muito importante e impactou sua vida de alguma maneira, mas você não deve desenvolver dependências emocionais em nome da gratidão.

Ainda que…

Ainda que venha a dor mais intensa e a decepção mais profunda, a vida não acaba aí

Ainda que as dificuldades lhe alcance, elas não precisam permanecer

Ainda que um amor se interrompa, ele não precisa se tornar sofrimento

Ainda que a ferida doa, ela precisa ser tratada adequadamente para que possa ser curada

Ainda que você chore a noite toda, levante com o sorriso no rosto e dê seu melhor novamente

A vida lhe ensina e lhe oferece oportunidades para que possa escolher

Então siga em frente e aprenda com os erros que cometer, ainda que seja difícil de reconhecê-los.

Obrigada por existir

Já agradeci tantas vidas, principalmente aquelas que amo. No entanto, agradecer a sua é tão diferente… mais profundo… pois eu senti a sua vida ser formada dentro de mim. E te ver aqui ao meu lado, crescendo, aprendendo, se divertindo é inestimável.

Eu me lembro de agradecer pela vida do seu pai diversas vezes desde o princípio, mas hoje quando eu agradeço pela sua é totalmente singular, ainda não entendia o significado que essa frase carrega até você existir. Até eu me tornar a sua mãe.

Há muita dedicação diária a você. A sua vida é cara e quero que saiba que vale a pena. A sua vida é luz e mesmo que o mundo lhe faça duvidar disso, lembre-se de que você começou a ser luz em minha vida quando ainda era apenas um grãozinho. E perde muito mais quem não souber valorizar a preciosidade que é sua existência.

Seu sorriso me transborda, ainda que eu pense estar vazia. Só que vazia eu não fico mais porque eu descobri quem me preenche e Ele me provou o quanto me ama, que para Ele nada é impossível e é Ele quem provê e cuida de nós todos os dias.

Você é benção, a sua felicidade é importante para mim e você merece o melhor. A mamãe é imensamente grata por sua vida.

Obrigada por existir!

Desista do seu passado, valorize o seu presente!

Atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de mudar o seu passado, que não se orgulhe do que fez ou do que fizeram com você? Quem nunca foi dormir chorando por ficar remoendo os danos causados ou nunca tentou compreender o porquê de tudo ter acontecido dessa forma e porque tinha que acontecer com você. 

Mas o meu conselho é: não se prenda a isso, provavelmente você aprendeu alguma coisa, talvez mais sobre o outro, mais sobre você, mais sobre o que você não merece ou mais sobre o que você precisa melhorar para si e para o outro.

Veja como uma oportunidade para recomeçar mais experiente, maduro e sábio para construir o seu futuro, só que para isso terá que valorizar seu presente e desistir do seu passado. Até porque com o seu passado não há nada que possa fazer e o seu futuro vai ser consequência do quanto valorizou o seu presente!

Quem está com você em seus bastidores?

Feliz é aquele que tem com quem contar antes do sucesso. Alguém que acompanhe seu progresso dia após dia. Que acredite em você antes de dar certo, que te apoia mesmo cometendo erros, porque sabe que erro não define nada nem ninguém. Você tem essa pessoa? Ou essas pessoas?

Talvez você esteja tão focado no palco que não notou a importância que tem os bastidores. Está tão preocupado com os aplausos que não aprende com seus fracassos. E muito menos vive o processo que o progresso exige.

Não perca seus dias de bastidores por estar focado demais no palco. Reconheça e valorize a jornada até o sucesso e saiba quem deve estar com você nesses momentos e principalmente valorize essas pessoas que te apoiam ainda que nem você acredite. Elas fazem toda diferença!

Depois de você…

Nunca imaginei que o seu abraço seria tão confortável

Que o seu olhar seria tão apaixonante

Que a sua gargalhada seria a mais gostosa de se ouvir

Que o seu sorriso seria imensamente contagiante

Eu jamais esperei tanto para conhecer alguém 

E eu te esperei com muito entusiasmo

Claro que para mim parecia uma eternidade de vez em quando

Mas isso era a empolgação de ter você em meus braços

Você veio na hora certa.

No entanto, não sabia que depois de você, nada seria como antes… principalmente eu.

Com toda certeza hoje é definitivamente melhor.

Ainda que tenha acrescentado mais responsabilidades em minha vida, a alegria se multiplicou

E a sua vida me ensina muito todos os dias

Você não julga, você perdoa, você não manipula, você ama.

E estou reaprendendo e aprendendo muito com você

Que sorte a minha é estar em sua companhia

Que sorte a minha é ser sua mãe

Depois de você eu me considero sortuda

Gratidão por toda essa sorte que me deu!

Teus olhos

Há tanto para me atrair, mas fui conquistada por eles

Eu me perco totalmente, há vezes que até evito olhar para não me desconcentrar

Teus olhos negros são mais lindos que quaisquer olhos que já pude admirar

Eu me conecto com eles, porque é onde vejo a sua essência

A sua pose muitas vezes se mostra falsa 

E sei que não é por maldade, é seu mecanismo de defesa

Por vezes eu não reconheço, muito menos entendo… 

Ainda que tente disfarçar, teus olhos são incapazes de mentir

Teu olhar é bastante sedutor só que teus olhos são inocentes

E é exatamente por isso que os amo tanto 

Porque mesmo que esses olhos tenham presenciados coisas horríveis 

Chorado mares no silêncio das madrugadas

Eles ainda mantém a docilidade

E mais do que isso, eles transmitem paz.

Tudo que ela quer é um amor decidido.

Ela cansou dos relacionamentos voláteis movidos por sentimentos. Relações intensas não brilham mais seus olhos. Descobriu que essa intensidade torna essas relações extremamente passageiras e com um propósito abstrato. 

Durante muito tempo ela acreditou que seu verdadeiro amor não chegaria em um cavalo branco, no entanto tinha convicção que esse amor causaria muita adrenalina, diversas emoções, o tédio não se faria presente e que ela seria o centro das atenções da pessoa e adivinha? 

De fato, ela viveu esses “amores”, geralmente não durava uma semana dessa paixão tão envolvente e chegava no máximo, com tremendo esforço, um mês. Após esse tempo tudo que essa emoção se transformava era em ódio, indiferença, críticas excessivas e uma dor imensa. 

Ela não entendia o que estava acontecendo de tão errado. Desejava tanto fazer esses relacionamentos darem certo, mas infelizmente nenhum deles tiveram sucesso. Até ela finalmente compreender que não deseja escolher mais ninguém pela emoção, e sim pela decisão. E mais do que isso, quer que seja recíproco. Quer escolher alguém que racionalmente a escolha também.

Definitivamente essa mulher já cansou de amores intensos e efêmeros. Tudo que ela quer é um amor decidido que perdure por muito tempo e até ousaria dizer, um amor decidido a permanecer até o seu último suspiro.

Essa mulher não existe mais

Ela era tão apaixonada, que um simples sorriso seu a inspirava. Ela não tinha olhos para mais ninguém. Mesmo que não acredite, essa era a mais pura verdade. Havia muitos querendo conquistar seu amor, mas ela já havia reservado ele para você.  Ela abriu mão de muitas coisas e conquistou muitas outras pensando em você, pensando no relacionamento que queria construir contigo.  Ela mesmo que de modo improvável no meio desse relacionamento turbulento buscou sua melhor versão. Ela sabia e sabe que não é perfeita, assim como sabe que sempre entrega o seu melhor. Só que infelizmente o melhor dela não foi suficiente… ela amou, cuidou, se importou, acreditou mas no final perdeu o amor por si, se descuidou, não acreditou nem se importou com ela. Essa mulher feriu a si mesma. E de tantas feridas ela acabou morrendo para que assim surgisse uma nova mulher. Cheia de cicatrizes só que bem mais decidida e ela já não se admira por alguém como você, muito menos deseja um relacionamento com você. Aquela que um dia te desejou e estava disposta a enfrentar tudo por você, não existe mais.  Então para o seu próprio bem peço que jogue as cartas, bilhetes, fotos ou qualquer outra lembrança que tenha dela fora e siga a sua vida. A mulher que um dia você teve a oportunidade de amar, você perdeu.