Às vezes, passamos tanto tempo escolhendo alguém que esquecemos de fazer uma pergunta simples, mas muito importante: Se essa pessoa pudesse escolher livremente, ela escolheria você também?
Porque amar alguém não significa apenas desejar estar com essa pessoa. Amor também é reciprocidade, presença, intenção e escolha.
Você pode escolher alguém todos os dias, cuidar, compreender, esperar, perdoar e fazer planos. Mas, se do outro lado não existe a mesma vontade de permanecer, talvez você esteja tentando construir sozinha uma história que deveria ser construída por dois.
E isso não significa que você não seja suficiente. Significa apenas que ser escolhida pela pessoa que você escolheu também importa.
Não se acostume a ocupar um lugar onde precisa implorar por atenção, carinho, compromisso ou presença. Não transforme migalhas em provas de amor só porque deseja muito que aquela relação dê certo.
Pergunte a si mesma: Eu estou sendo escolhida ou apenas estou escolhendo? Porque existe uma diferença enorme entre alguém que fica porque quer e alguém que fica porque você insiste.
Você merece viver um amor em que não precise ficar tentando convencer alguém de que vale a pena estar ao seu lado. Um amor em que a escolha seja mútua.
Em que você olhe para a pessoa e pense: “Eu escolheria você.” E, ao mesmo tempo, tenha a tranquilidade de saber: “E ela também escolheria a mim.”
Talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amor: não precisar correr atrás de quem você ama, porque os dois estão caminhando na mesma direção.
No fim, não se trata apenas de perguntar quem você escolheria. Pergunte também: Quem, sabendo quem eu sou, escolheria ficar?
