Você merece um amor que escolha ficar

Lembre-se de quem você era antes de começar a duvidar de si mesma por causa de alguém.

Lembre-se de quantas vezes você tentou encontrar gentileza onde ela não existia, compreensão onde havia cobrança e amor onde, tantas vezes, fizeram você acreditar que precisava ser responsável por coisas que nunca foram suas.

Você não precisa carregar a culpa pelas escolhas de outra pessoa. Não precisa se responsabilizar pelo que alguém decidiu fazer, pelo que decidiu não fazer ou pela maneira como escolheu tratar você.

Você merece um homem que escolha ficar. Não apenas quando tudo estiver bem, quando você estiver sorrindo, leve e segura de si. Mas também nos dias difíceis. Naqueles dias em que você estiver cansada, sensível, confusa ou até duvidando do seu próprio valor.

Porque você não abandona quem ama quando os dias ficam difíceis. E merece receber a mesma entrega.

Você merece um homem que ame verdadeiramente a Deus. Um homem que não use o nome de Deus para justificar suas atitudes, para ferir você ou para fazer você se sentir menor. Mas que permita que a fé seja percebida na maneira como ele ama, respeita, cuida, perdoa e assume a responsabilidade pelas próprias escolhas.

Você merece alguém que enxergue o seu valor até nos dias em que você mesma não conseguir enxergá-lo.

Alguém que olhe para você e não veja apenas a mulher que você é hoje, mas também tudo aquilo que você está construindo para se tornar.

Um homem que esteja disposto a ser o seu melhor marido não porque você exigiu perfeição, mas porque ele sabe que está diante de uma mulher que também deseja oferecer o seu melhor.

Que ele escolha você com consciência. Com maturidade. Com paz. Com a certeza de que não está apenas encontrando alguém para amar, mas a mulher com quem deseja construir uma vida.

Que ele olhe para você e pense: é ela.
Não porque vocês nunca terão problemas, mas porque, mesmo diante deles, haverá disposição para conversar, cuidar, reparar, perdoar e continuar.

Que você nunca mais confunda intensidade com amor, culpa com responsabilidade ou sofrimento com prova de sentimento.

E, principalmente, que nunca mais precise diminuir quem você é para convencer alguém a permanecer.

Você não precisa ser escolhida por qualquer homem. Precisa ser escolhida por aquele que, além de escolher você, estará disposto a fazer o certo por você, pela relação e pela família que vocês desejarem construir.

Por aquele que reconhecerá o privilégio de caminhar ao seu lado. Que verá a sua história, suas imperfeições, seus sonhos e sua força e, ainda assim, terá a certeza de que é você a mulher que deseja amar.

Então, enquanto ele não chega, continue escolhendo a si mesma. Continue se preparando para o amor que você deseja viver. Porque você não está esperando apenas por um marido.

Está esperando por um amor que faça sentido para tudo aquilo que você aprendeu sobre amar. E quando esse homem chegar, que você não precise perguntar se ele escolheu você.

Você saberá.

Quem você escolhe, te escolheria?

Às vezes, passamos tanto tempo escolhendo alguém que esquecemos de fazer uma pergunta simples, mas muito importante: Se essa pessoa pudesse escolher livremente, ela escolheria você também?

Porque amar alguém não significa apenas desejar estar com essa pessoa. Amor também é reciprocidade, presença, intenção e escolha.

Você pode escolher alguém todos os dias, cuidar, compreender, esperar, perdoar e fazer planos. Mas, se do outro lado não existe a mesma vontade de permanecer, talvez você esteja tentando construir sozinha uma história que deveria ser construída por dois.

E isso não significa que você não seja suficiente. Significa apenas que ser escolhida pela pessoa que você escolheu também importa.

Não se acostume a ocupar um lugar onde precisa implorar por atenção, carinho, compromisso ou presença. Não transforme migalhas em provas de amor só porque deseja muito que aquela relação dê certo.

Pergunte a si mesma: Eu estou sendo escolhida ou apenas estou escolhendo? Porque existe uma diferença enorme entre alguém que fica porque quer e alguém que fica porque você insiste.

Você merece viver um amor em que não precise ficar tentando convencer alguém de que vale a pena estar ao seu lado. Um amor em que a escolha seja mútua.

Em que você olhe para a pessoa e pense: “Eu escolheria você.” E, ao mesmo tempo, tenha a tranquilidade de saber: “E ela também escolheria a mim.”

Talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amor: não precisar correr atrás de quem você ama, porque os dois estão caminhando na mesma direção.

No fim, não se trata apenas de perguntar quem você escolheria. Pergunte também: Quem, sabendo quem eu sou, escolheria ficar?

Aprenda a amar sem expectativas

Talvez uma das formas mais bonitas de amar seja aprender a não transformar o amor em uma lista de expectativas.

Porque quando esperamos demais, deixamos de viver o que existe para sofrer pelo que gostaríamos que existisse.

Esperamos uma mensagem, uma atitude, uma declaração, uma demonstração de carinho. Esperamos que o outro perceba o que sentimos sem precisarmos dizer. Esperamos receber na mesma intensidade aquilo que oferecemos.

E, sem perceber, começamos a medir o amor pelo que recebemos de volta.

Amar sem expectativas não significa aceitar qualquer coisa, muito menos se contentar com migalhas. Significa compreender que o amor que você oferece precisa ser verdadeiro, mas não pode ser uma cobrança disfarçada.

Você pode amar alguém e ainda assim entender que essa pessoa tem a própria maneira de sentir, demonstrar e escolher.

Pode cuidar sem exigir que cuidem exatamente da mesma forma.

Pode se entregar sem transformar sua entrega em uma dívida que o outro precisa pagar.

E talvez seja justamente aí que o amor se torna mais leve. Porque quando amamos esperando menos do outro, conseguimos enxergar melhor o que ele realmente oferece. Sem criar versões imaginárias, sem justificar ausências, sem confundir potencial com realidade.

Aprenda a amar, mas também aprenda a observar.
Aprenda a oferecer, mas também a receber.
Aprenda a sentir, sem abandonar a razão.

E, principalmente, não espere que alguém seja exatamente aquilo que você imaginou para então reconhecer o amor que existe.

O amor verdadeiro não precisa ser cobrado o tempo inteiro. Ele se revela nas escolhas, nas atitudes, na presença e na vontade de permanecer.

E quando você entende isso, percebe que amar sem expectativas não é amar menos. É amar com liberdade.

É permitir que o outro seja quem é e, ao mesmo tempo, ter coragem de decidir se aquilo que ele é cabe na vida que você deseja viver.

Amar alguém é uma escolha, mas escolher permanecer onde não existe reciprocidade não precisa ser.

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor… Um amor que se apoia, que não se abandona, que se escolhe todos os dias.

Um amor que entende que amar não é apenas sentir algo bonito por alguém, mas também decidir cuidar daquilo que existe entre duas pessoas.

Eu sempre quis um amor que soubesse permanecer. Não porque nunca haveria motivos para ir embora, mas porque haveria motivos suficientes para ficar.

Um amor que, diante de um dia difícil, não transformasse a dificuldade em distância. Que soubesse que algumas fases exigem mais paciência, mais conversa, mais compreensão e, principalmente, mais disposição para caminhar lado a lado.

Eu desejei alguém que não estivesse comigo apenas quando tudo fosse fácil. Alguém que soubesse segurar a minha mão quando eu estivesse forte, mas que também soubesse me acolher quando eu não estivesse.

E eu queria poder fazer o mesmo, porque talvez uma das formas mais bonitas de amar seja essa: saber que você não precisa enfrentar tudo sozinho.

Eu desejei um amor que soubesse o que é amor. Que não confundisse controle com cuidado, ausência com liberdade ou palavras bonitas com sentimentos profundos.

Um amor que entendesse que atitudes dizem muito mais do que promessas e que escolher alguém todos os dias também significa cuidar para que essa pessoa se sinta amada nos pequenos detalhes.

Eu não desejei um amor perfeito. Desejei um amor verdadeiro. Daqueles que reconhecem as imperfeições, mas não usam os defeitos como desculpa para ferir. Daqueles que sabem pedir perdão, recomeçar uma conversa e voltar para perto depois de um dia difícil.

Um amor em que eu pudesse descansar o coração. Sem precisar duvidar o tempo inteiro se sou amada, se sou importante ou se amanhã ainda haverá alguém ao meu lado.

Eu desejei tanto viver esse tipo de amor… E hoje eu entendo que não é sobre encontrar alguém que nunca vá embora. E sim, sobre encontrar alguém que, assim como eu, compreenda o valor de permanecer.

Porque o amor que eu desejo é aquele que traz paz. É aquele que acolhe, sustenta, cuida e permanece.

É aquele em que duas pessoas, mesmo sabendo que a vida nem sempre será fácil, continuam olhando uma para a outra e dizendo, através das próprias atitudes: “Eu escolho você.”

“Se tendo tão pouco de você eu já te amo tanto, imagina quando eu tiver muito.”

Existem frases que valem mais do que os melhores textos, não pelo padrão literário, mas pela intenção que carregam.

É bom pensar que o amor é ilimitado. Que ele não precisa caber no tempo, na quantidade de encontros ou naquilo que já foi vivido.

Às vezes, temos tão pouco de alguém e, ainda assim, esse pouco parece imenso. Poucos momentos podem despertar uma vontade enorme de viver muitos outros.

Poucas conversas podem fazer nascer uma intimidade que parece não ter começado naquele dia.

Poucos abraços podem deixar a sensação de que ainda existe tanto para sentir.

E talvez seja justamente isso que torne o amor tão bonito: ele não precisa diminuir porque já recebemos muito. Ele pode crescer.

Porque amor não é uma conta em que cada gesto precisa ser calculado para saber quanto ainda resta.

Quando é verdadeiro, ele encontra espaço. Espaço para conhecer, compreender, perdoar, cuidar, admirar e construir.

Mas acredito também que amor é mais decisão do que sentimento. Sentir pode acontecer sem que tenhamos escolhido.

Mas amar, de verdade, exige escolhas. Escolher permanecer. Escolher cuidar. Escolher respeitar. Escolher construir mesmo quando a novidade passa e a vida real aparece.

Porque talvez o amor ilimitado não seja aquele que promete sentir tudo para sempre. Seja aquele que, diante de tudo o que a vida apresentar, continua encontrando motivos para escolher.

E então aquela frase ganha ainda mais significado: “Se tendo tão pouco de você eu já te amo tanto, imagina quando eu tiver muito.”

Talvez o mais bonito não seja imaginar quanto amor ainda pode existir. Mas perceber que, quando duas pessoas decidem construir, não existe um limite exato para o quanto uma história pode crescer.

E talvez seja isso que o amor faça de mais bonito: ele pega um pouco… e nos faz acreditar que pode existir muito.

O que você está tentando não desejar?

Às vezes, assumir a responsabilidade também é admitir o que ainda desejamos.

Existe uma maturidade que nem sempre parece bonita. É aquela que nos faz olhar para dentro e admitir aquilo que passamos tanto tempo tentando esconder de nós mesmos.

Por muito tempo, podemos acreditar que estamos seguindo em frente. Dizemos que superamos, que aceitamos, que não queremos mais aquilo. Aprendemos a conviver com a ausência, construímos novas rotinas e até nos convencemos de que determinadas histórias já não significam tanto.

Até que, em algum momento, a vida nos permite enxergar aquilo que ainda está escondido. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis do amadurecimento: descobrir que, por trás de toda a nossa tentativa de seguir em frente, ainda existe um desejo que não morreu.

Não porque devemos voltar. Não porque determinada história necessariamente precisa ser retomada. Mas porque algumas verdades precisam ser reconhecidas antes de serem verdadeiramente entregues.

Às vezes, estamos tão preocupados em provar que não precisamos de alguém que esquecemos de perguntar o que realmente desejamos.

E existe uma diferença enorme entre precisar e desejar.

Eu posso não precisar de você para viver e, ainda assim, desejar que você estivesse aqui.

Posso ter aprendido a seguir sozinha e, ainda assim, reconhecer que existe dentro de mim o desejo de construir uma família.

Posso aceitar que uma relação não deu certo e, ao mesmo tempo, admitir que uma parte de mim ainda gostaria que tivesse dado.

Isso não é fraqueza. Fraqueza seria continuar mentindo para mim mesma. Porque aquilo que reprimimos não desaparece necessariamente. Muitas vezes, apenas encontra outras formas de aparecer.

Pode aparecer na dificuldade de se abrir para alguém novo.

Na comparação.

Na resistência em se entregar.

Na necessidade de controlar tudo.

Na incapacidade de permitir que outra pessoa se aproxime verdadeiramente.

Às vezes, não estamos indisponíveis para o amor porque deixamos de amar alguém. Estamos indisponíveis porque ainda não tivemos coragem de admitir o que realmente queremos.

E aqui existe uma pergunta incômoda: Quantas decisões da sua vida você tomou a partir daquilo que realmente deseja e quantas tomou apenas para fugir daquilo que sente?

Reconhecer um desejo não significa transformar esse desejo em destino. E talvez essa seja uma das maiores demonstrações de maturidade.

Eu posso desejar uma reconciliação e ainda compreender que ela não depende somente de mim.

Posso amar alguém e ainda saber que amor, apenas, não sustenta uma relação.

Posso reconhecer a minha parte nos erros sem assumir a responsabilidade pelas escolhas do outro. Porque assumir responsabilidade não é carregar tudo nas costas. É olhar para aquilo que me pertence e ter coragem de lidar com isso.

Às vezes, inclusive, precisamos reconhecer que também contribuímos para determinadas distâncias. Não para carregar culpa, mas para parar de contar histórias em que somos completamente inocentes e os outros completamente responsáveis.

Isso vale para relacionamentos, amizades, famílias e até para a maneira como conduzimos a nossa própria vida.

Talvez a pergunta não seja apenas: “O que fizeram comigo?”. Mas também: “O que eu fiz com aquilo que aconteceu?”. E talvez exista ainda outra pergunta, mais difícil: “Do que eu estou fugindo?”

Porque podemos passar anos tentando nos convencer de que não queremos determinada coisa, quando, na verdade, apenas temos medo de desejar algo que talvez nunca aconteça.

Admitir o que queremos não nos torna dependentes. Nos torna honestos. E honestidade consigo mesma é um dos primeiros passos para deixar de viver no automático.

Há desejos que precisam ser realizados.

Há desejos que precisam ser transformados.

E há desejos que precisam ser colocados nas mãos de Deus.

Mas nenhum deles precisa continuar sendo escondido de nós mesmos.

Porque, antes de conseguir entregar verdadeiramente alguma coisa, precisamos ter coragem de reconhecer que ela ainda existe dentro de nós.

Talvez o maior sinal de maturidade não seja deixar de desejar. Talvez seja aprender a desejar sem perder a si mesma.

E, quando aquilo que desejamos envolve outra pessoa, talvez a forma mais bonita de amar seja justamente reconhecer o nosso desejo sem tentar controlar o resultado.

Devemos apenas fazer a nossa parte, assumir a nossa responsabilidade e dizer a verdade. E depois permitir que Deus cuide daquilo que nunca esteve completamente nas nossas mãos.

O meu romantismo não acredita em destino

É fofo pensar que temos alguém destinado para a nossa vida.

Confesso que já acreditei na ideia de “alma gêmea”, “minha metade da laranja” e “a tampa da minha panela”. Mas, conforme fui amadurecendo, o meu romantismo amadureceu junto.

Hoje, eu acho muito mais romântico acreditar que, entre tantas possibilidades, alguém teve o poder de escolher e decidiu escolher você. Não porque estava destinado a isso, mas porque, depois de te conhecer, encontrou motivos para querer ficar.

Eu acredito que não conhecemos ninguém por acaso. Há encontros que nos ensinam, outros que nos transformam e alguns que permanecem. Mas, ainda assim, acredito que a escolha continua sendo nossa.

E talvez seja justamente isso que torna o amor tão bonito. Porque existe algo muito especial em ser escolhido depois de ser conhecido.

No começo, conhecemos apenas algumas partes. É fácil se encantar com os melhores momentos, com as conversas que fluem, com a novidade, com aquilo que ainda estamos descobrindo.

Mas o amor ganha outra dimensão quando as manias aparecem, quando conhecemos as imperfeições, quando os dias não são tão leves e quando percebemos que aquela pessoa não corresponde à imagem idealizada que construímos.

É nesse momento que a escolha se torna ainda mais bonita. Porque amar também é olhar para alguém que você conhece de verdade e, ainda assim, pensar: “Eu escolheria você.”

E talvez o casal que entende isso descubra que não precisa de um destino extraordinário para viver um grande amor.

Pode fazer das circunstâncias uma oportunidade para amar, celebrar, cuidar e honrar um ao outro. Porque o romantismo não está apenas em acreditar que fomos feitos um para o outro.

Está em, todos os dias, depois de conhecer quem o outro realmente é, continuar escolhendo construir uma história juntos.

No fim, talvez o meu romantismo não acredite em destino.

Ele acredita em escolha.

E existe algo profundamente romântico em saber que, podendo escolher, alguém escolheu você.

Tudo que desejamos é alguém que nos ame em todas as nossas fases

No fundo, tudo que desejamos é alguém que permaneça.

Não apenas quando estamos bonitas, leves, confiantes e vivendo uma boa fase. Mas também quando estivermos cansadas, confusas, inseguras ou tentando descobrir novamente quem somos.

Porque ninguém permanece igual para sempre.

Existem fases em que estamos cheias de sonhos, outras em que precisamos apenas de um pouco de silêncio. Haverá momentos em que estaremos fortes e outros em que precisaremos admitir que não damos conta de tudo.

E talvez uma das maiores formas de amor seja justamente compreender isso.

Amar alguém não é se apaixonar por uma versão específica dela e esperar que permaneça exatamente daquela maneira. É conhecer suas diferentes versões e ainda conseguir enxergar a pessoa que existe por trás de cada uma delas.

É saber que haverá dias em que o outro estará no seu melhor e dias em que estará apenas tentando atravessar o dia.

Mas isso não significa aceitar qualquer comportamento ou permanecer em uma relação que nos machuca. Amar todas as fases também exige respeito, maturidade, limites e responsabilidade.

E existe algo que precisamos lembrar: nós também mudamos.

Ao longo da vida, amadurecemos, mudamos de sonhos, revemos nossas escolhas e descobrimos novas partes de nós mesmos. Aquilo que fazia sentido ontem pode não fazer mais amanhã. E amar alguém também significa permitir que essa pessoa cresça sem exigir que ela permaneça para sempre na versão que conhecemos primeiro.

E, quando existe amor de verdade, existe espaço para crescer sem precisar ter medo de deixar de ser amado por não ser mais exatamente quem era.

Talvez seja isso que todos nós procuramos: alguém que não ame apenas aquilo que é fácil em nós.

Alguém que consiga olhar para nossas fases com ternura, sem tentar nos controlar, diminuir ou apressar.

Alguém que não queira apenas desfrutar da nossa melhor versão, mas que tenha maturidade para caminhar ao nosso lado enquanto nos tornamos quem ainda estamos aprendendo a ser.

Porque amar alguém é, também, aprender a conhecê-lo muitas vezes ao longo da mesma vida.

E que bonito é ser e encontrar alguém disposto a fazer isso.