Existem frases que valem mais do que os melhores textos, não pelo padrão literário, mas pela intenção que carregam.
É bom pensar que o amor é ilimitado. Que ele não precisa caber no tempo, na quantidade de encontros ou naquilo que já foi vivido.
Às vezes, temos tão pouco de alguém e, ainda assim, esse pouco parece imenso. Poucos momentos podem despertar uma vontade enorme de viver muitos outros.
Poucas conversas podem fazer nascer uma intimidade que parece não ter começado naquele dia.
Poucos abraços podem deixar a sensação de que ainda existe tanto para sentir.
E talvez seja justamente isso que torne o amor tão bonito: ele não precisa diminuir porque já recebemos muito. Ele pode crescer.
Porque amor não é uma conta em que cada gesto precisa ser calculado para saber quanto ainda resta.
Quando é verdadeiro, ele encontra espaço. Espaço para conhecer, compreender, perdoar, cuidar, admirar e construir.
Mas acredito também que amor é mais decisão do que sentimento. Sentir pode acontecer sem que tenhamos escolhido.
Mas amar, de verdade, exige escolhas. Escolher permanecer. Escolher cuidar. Escolher respeitar. Escolher construir mesmo quando a novidade passa e a vida real aparece.
Porque talvez o amor ilimitado não seja aquele que promete sentir tudo para sempre. Seja aquele que, diante de tudo o que a vida apresentar, continua encontrando motivos para escolher.
E então aquela frase ganha ainda mais significado: “Se tendo tão pouco de você eu já te amo tanto, imagina quando eu tiver muito.”
Talvez o mais bonito não seja imaginar quanto amor ainda pode existir. Mas perceber que, quando duas pessoas decidem construir, não existe um limite exato para o quanto uma história pode crescer.
E talvez seja isso que o amor faça de mais bonito: ele pega um pouco… e nos faz acreditar que pode existir muito.
