Não sei exatamente o que passou pela sua mente ao ler este título. Mas foi exatamente isso que eu quis dizer: a vida é para ser vivida.
À medida que crescemos e assumimos novas responsabilidades, existe uma tendência silenciosa de deixar de viver. E, infelizmente, algumas pessoas morrem ainda em vida. Não porque deixaram de respirar, mas porque desaprenderam a viver.
Elas fazem o que precisa ser feito, cumprem obrigações, seguem a rotina, mas já não se permitem desfrutar da própria existência. Evitam sentir as próprias emoções, fogem da vulnerabilidade e se distraem o tempo todo para não encarar aquilo que existe dentro de si. Assim, passam a sobreviver, em vez de viver a vida que um dia sonharam.
É verdade que ser vulnerável também significa correr o risco de se machucar. Mas é exatamente essa abertura que nos permite experimentar o melhor da vida. Fechar o coração não é a melhor escolha. Tornar-se mais consciente, sim. Afinal, a consciência nos ajuda a fazer escolhas melhores, sem deixar que o medo nos impeça de viver.
Quando o medo de sofrer dirige a nossa vida, ele também nos rouba a oportunidade de sermos surpreendidos. De viver experiências que só um coração livre consegue viver.
Talvez seja por isso que as crianças nos ensinem tanto. Elas se encantam com o simples, vivem o presente e se entregam às experiências sem calcular cada possibilidade de dor.
A vida continua esperando por nós. E ela não foi feita apenas para ser suportada. Ela foi feita para ser vivida.
