Carta para alguém que nunca quis me amar

Eu sei que somos diferentes, porém talvez tenhamos mais em comum do que imaginamos. Sei que meu jeito de ver o mundo incomoda muita gente, mas o incrível é que quando perco as esperanças sou julgada. Se demonstro o que sinto sou emocionada e se aprendo a omitir meus sentimentos sou fria. Sinto que com você nada do que eu faça é bom o suficiente. Sinto que por mais que eu aprenda a voar, você de algum modo tenta ferir minhas asas, tenta me colocar rótulos porém ao mesmo tempo alega que não sou uma mercadoria, que ironia. Eu sou diferente dos demais mas ainda sim existem coisas que são iguais como a vontade de ter a liberdade para ser feliz.

Mas sabe o que acho incrível? Muitos dizem não querer amar, mas eu duvido que seja falta de querer mesmo, provavelmente, seja o fato de não terem encontrado alguém que valha a pena se entregar ou simplesmente ainda a gente ainda não esteja pronto para isso… e não importa quanto tempo dure sendo que enquanto durar seja eternizado e, principalmente, bem vivido. Alguns tem tanto medo de algum modo se machucarem que preferem não tentarem e se eu te dissesse que as relações que por algum motivo o medo venceu foram as que mais me machucaram, pois não vivenciamos e deixamos a dúvida dominar e, sim, esses “e se…” que colocamos na cabeça doem de um modo que é bem pior do que ter a certeza que não deu certo, então ficamos com a projeção positiva e negativa mas sem realização alguma.

Sinceramente, não sei porque para você é tão difícil me amar, sei que gosta da atenção, do carinho, dos benefícios que é me ter ao seu lado. Mas amar como eu sou por completo é bem visível que é mais complicado e exaustivo para você. E está tudo bem… só sinto em te informar que embora você não se afaste de vez, eu farei isso por nós. Não ficarei aqui ocupando o lugar da pessoa que você realmente será recíproca aos seus sentimentos e que desperte o que há de melhor em si.

Com amor, alguém que estava disposta a amar você, entretanto percebeu que essa decisão custaria o próprio amor.

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