O meu romantismo não acredita em destino

É fofo pensar que temos alguém destinado para a nossa vida.

Confesso que já acreditei na ideia de “alma gêmea”, “minha metade da laranja” e “a tampa da minha panela”. Mas, conforme fui amadurecendo, o meu romantismo amadureceu junto.

Hoje, eu acho muito mais romântico acreditar que, entre tantas possibilidades, alguém teve o poder de escolher e decidiu escolher você. Não porque estava destinado a isso, mas porque, depois de te conhecer, encontrou motivos para querer ficar.

Eu acredito que não conhecemos ninguém por acaso. Há encontros que nos ensinam, outros que nos transformam e alguns que permanecem. Mas, ainda assim, acredito que a escolha continua sendo nossa.

E talvez seja justamente isso que torna o amor tão bonito. Porque existe algo muito especial em ser escolhido depois de ser conhecido.

No começo, conhecemos apenas algumas partes. É fácil se encantar com os melhores momentos, com as conversas que fluem, com a novidade, com aquilo que ainda estamos descobrindo.

Mas o amor ganha outra dimensão quando as manias aparecem, quando conhecemos as imperfeições, quando os dias não são tão leves e quando percebemos que aquela pessoa não corresponde à imagem idealizada que construímos.

É nesse momento que a escolha se torna ainda mais bonita. Porque amar também é olhar para alguém que você conhece de verdade e, ainda assim, pensar: “Eu escolheria você.”

E talvez o casal que entende isso descubra que não precisa de um destino extraordinário para viver um grande amor.

Pode fazer das circunstâncias uma oportunidade para amar, celebrar, cuidar e honrar um ao outro. Porque o romantismo não está apenas em acreditar que fomos feitos um para o outro.

Está em, todos os dias, depois de conhecer quem o outro realmente é, continuar escolhendo construir uma história juntos.

No fim, talvez o meu romantismo não acredite em destino.

Ele acredita em escolha.

E existe algo profundamente romântico em saber que, podendo escolher, alguém escolheu você.

O romantismo que vive em mim

Eu não espero um amor perfeito. Quero apenas um amor sólido, não o suficiente para criar muros mas para construir pontes.
Por muito tempo acreditei que para um relacionamento funcionar não deveria haver discórdias, discussões, medo e inseguranças. Até eu perceber que tudo isso pode e vai acontecer em algum momento. Só que a maneira que manejamos determinará um final feliz ou não.

Sabemos se um relacionamento é forte e saudável, quando os momentos difíceis aparecem porque quando tudo está fácil, é moleza… não tem dificuldades para serem superadas, não há amadurecimento do relacionamento.

O romantismo que vive em mim não acredita em datas comemorativas e rótulos de como se relacionar, o amor só precisa ser sincero. E dedicado porque quando queremos ter uma carreira a gente se empenha e por que deveria ser diferente em nossas relações? Temos que nos dedicar ainda mais para convivermos com seres humanos que pensam, agem e lidam de maneira diferente que lidamos com as circunstâncias. E que bom que somos diferentes.

Em um relacionamento ninguém precisa ser perfeito, muito menos forte o tempo inteiro. A vulnerabilidade faz parte da intimidade e sentir que posso ser eu mesma com alguém me deixa confortável para mostrar minhas fragilidades e, mais ainda, minhas fortalezas.

O amor jamais será perfeito, ele só precisa ser e estar presente em nossas condutas. Cada pessoa tem sua maneira de expressar e acredito que não só temos que estar preparados para demostrar o amor que temos, mas também perceber o amor que atraímos. Sou romântica, mas meu romantismo vai muito além dos contos de fadas e ficções, meu romantismo existe na vida real. E você, é romântico como eu?