Você é responsável pela sua vida

Se você já é adulto, existe uma verdade da qual não pode fugir: você é responsável pela vida que construirá daqui para frente.

Isso não significa que tudo o que aconteceu com você foi culpa sua.

Seus pais podem ter acertado ou errado. Podem ter dado o que você precisava ou deixado marcas que ainda carrega. Pessoas podem ter te ferido, relacionamentos podem ter te decepcionado e circunstâncias podem ter dificultado o caminho.

Mas o que fizeram ou deixaram de fazer não precisa definir quem você será de hoje em diante.

Você pode reconhecer a sua história sem permitir que ela continue escrevendo o seu futuro.

E se você é casado ou casada, continua sendo responsável pela sua própria vida.

É claro que as decisões do outro interferem em uma relação. Mas, mesmo quando você tenta colocar a responsabilidade em alguém, existe uma parte que continua sendo exclusivamente sua: a decisão sobre o que você fará diante daquilo que está acontecendo.

Você pode escolher conversar.

Pode escolher permanecer.

Pode escolher partir.

Pode escolher esperar.

E até quando escolhe esperar pela decisão do outro, existe uma decisão sua acontecendo: você decidiu esperar.

Nós tomamos decisões todos os dias.
Algumas parecem pequenas demais para mudar alguma coisa, mas, somadas ao longo do tempo, elas constroem a vida que teremos.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Quem é o culpado pela vida que eu tenho?”

Mas:

“O que eu estou escolhendo fazer com a vida que tenho?”

Você não pode mudar tudo o que aconteceu. Mas pode começar a assumir a responsabilidade pelo que acontece daqui para frente.

A sua vida não precisa ser definida apenas pelo que fizeram com você.

Ela também será construída pelo que você decidir fazer a partir de agora.

Quando nos posicionamos, o mundo entende

Existe uma mensagem que nenhuma tentativa de controle é capaz de transmitir: a mensagem que o nosso posicionamento comunica.

Podemos explicar quem somos, justificar nossas escolhas, tentar convencer alguém das nossas intenções e até controlar cuidadosamente aquilo que mostramos. Mas, no fim, existe algo que fala muito mais alto: a maneira como nos posicionamos diante da vida.

Quando sabemos quem somos, algumas coisas deixam de precisar de explicação.

Nossos limites dizem o que valorizamos.
Nossas escolhas dizem para onde queremos ir.
Nossos “nãos” mostram aquilo que não estamos dispostos a negociar.
E a forma como tratamos as pessoas revela muito mais sobre nós do que qualquer discurso.

Por muito tempo, talvez tenhamos acreditado que precisávamos controlar a maneira como os outros nos enxergavam. Explicar demais, agradar demais, esconder algumas partes de nós ou aceitar coisas que não queríamos apenas para evitar conflitos.

Mas existe um cansaço em tentar controlar a mensagem que o mundo recebe sobre nós. Porque, quando o nosso posicionamento é verdadeiro, não precisamos convencer ninguém.

Não significa que todos irão nos compreender. Na verdade, algumas pessoas podem interpretar nossas escolhas de uma maneira completamente diferente daquilo que gostaríamos. E tudo bem.

Posicionar-se não é controlar a interpretação do outro. É assumir a responsabilidade pela mensagem que estamos enviando através daquilo que fazemos.

Quando você começa a dizer “não” sem culpa, o mundo entende que você possui limites.

Quando deixa de permanecer onde não é respeitada, o mundo entende que você reconhece o seu valor.

Quando escolhe não participar de determinadas situações, o mundo entende que existem princípios que são importantes para você.

Quando para de se diminuir para caber na expectativa de alguém, o mundo entende que você decidiu ocupar o seu próprio espaço.

E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de liberdade: não precisar controlar tudo para ser compreendida.

Você simplesmente vive de acordo com aquilo que acredita. Porque, no final, posicionamento não é sobre fazer barulho. É sobre coerência.

É quando aquilo que você diz, aquilo que aceita e aquilo que faz começam a contar a mesma história.

E quando isso acontece, sua vida passa a comunicar uma mensagem que nenhuma explicação seria capaz de transmitir.