Não escolha o familiar, escolha o que você deseja

Às vezes, confundimos familiaridade com segurança. Escolhemos aquilo que já conhecemos, mesmo quando sabemos que não nos faz bem. Repetimos padrões, aceitamos relações parecidas, voltamos para lugares que já nos machucaram e insistimos em comportamentos que prometemos a nós mesmos que não repetiríamos.

Não porque queremos sofrer, mas porque o conhecido parece menos assustador do que o novo.

O familiar não exige coragem. Você já sabe como funciona, já conhece as dores, já sabe o que esperar. O novo, por outro lado, exige que você confie em si mesma para caminhar por um caminho que ainda não conhece.

Mas crescer também é aprender a dizer: “Eu conheço isso, mas não quero mais isso para mim.”

Você não precisa escolher alguém apenas porque aquela pessoa desperta sentimentos que você já conhece. Não precisa permanecer em uma relação porque ela se parece com tudo o que você viveu antes. Não precisa aceitar migalhas só porque, em algum momento da sua vida, aprendeu a se contentar com pouco.

Você pode desejar diferente. Pode escolher uma relação saudável, mesmo que nunca tenha vivido uma assim. Pode escolher a paz, mesmo que tenha se acostumado com o caos. Pode escolher reciprocidade, mesmo que tenha passado muito tempo tentando convencer alguém a ficar. Pode escolher ser respeitada, ouvida, cuidada e amada sem precisar implorar por aquilo.

E talvez, no começo, isso pareça estranho.bPorque nem tudo o que é saudável será imediatamente familiar.

Às vezes, o amor tranquilo parece sem graça para quem se acostumou com a instabilidade. O respeito pode parecer estranho para quem aprendeu a se defender o tempo inteiro. A reciprocidade pode até assustar quem passou anos tentando conquistar o mínimo.

Por isso, não escolha apenas aquilo que você reconhece. Pergunte a si mesma: “É isso que eu quero ou é apenas aquilo que eu aprendi a aceitar?”

Existe uma diferença enorme entre repetir a vida que você conhece e construir a vida que você deseja.

Você não precisa continuar escolhendo o familiar. Escolha, com coragem, aquilo que faz sentido para a mulher que você está se tornando.

Quebrando o padrão

Às vezes, o que mais nos prende não é o que aconteceu, mas aquilo que continuamos repetindo depois que tudo já terminou.

Repetimos escolhas, aceitamos os mesmos comportamentos, nos colocamos nas mesmas situações e, de alguma forma, esperamos que dessa vez o resultado seja diferente. Mas quebrar um ciclo exige coragem para fazer diferente.

É entender que nem tudo aquilo que conhecemos nos faz bem. Que o familiar nem sempre é seguro e que, muitas vezes, confundimos aquilo que estamos acostumados a viver com aquilo que realmente queremos.

Quebrar um padrão pode significar dizer não onde você sempre disse sim. Ir embora onde você sempre ficou. Se escolher onde você costumava se abandonar. Parar de tentar provar o seu valor para quem nunca soube enxergá-lo.

E talvez a parte mais difícil seja perceber que, quando você muda, algumas pessoas já não saberão mais como se relacionar com você. Mas isso também faz parte.

Você não precisa continuar sendo a mesma pessoa só porque foi assim que aprenderam a te conhecer.

Há ciclos que só terminam quando alguém decide não passar a dor adiante. E talvez essa pessoa precise ser você.

Não para apagar o passado, mas para impedir que ele continue escrevendo o seu futuro. Porque quebrar um padrão é, acima de tudo, escolher conscientemente uma nova história.

E algumas das maiores mudanças da nossa vida começam exatamente no dia em que decidimos não repetir aquilo que um dia nos machucou.

Para você que está sofrendo por algo/alguém

Ei, preste atenção, você não é qualquer um(a)! Espero de verdade que você saiba disso e não esteja sofrendo por alguém que não soube no mínimo te respeitar, que não quis ver tudo que você é, a pessoa não quis mas tenho certeza que alguém está orando para encontrar alguém como você.

Ainda bem que acabou. Não importa como acabou…

Não se culpe por ter feito o seu melhor, isso é algo para se admirar e não se martirizar. Enxugue essas lágrimas, levanta a cabeça e coloque sua música favorita e faça aquilo que mais ama. Não se diminua para se encaixar em nada e ninguém. E você sabe que esse foi seu maior erro. Se precisa apertar é porque não te cabe e esse não é o seu lugar.

E isso vale para tudo em sua vida, se não te cabe não pense que você é uma falha, muito pelo contrário você cresceu tanto que não vai ser qualquer roupa, sapato ou ambiente que lhe realizará e não tem nada de errado nisso, não importa o quanto você cresça, existirá recursos para você, mas para ter acesso a eles você tem que querer e aceitar sua mudança!

Agradeça aos que contribuíram de forma direta ou indireta; consciente ou inconscientemente na sua evolução; aos que te ensinaram exatamente o que não ser, fazer, ter, entregar e receber; aos que com a sombra delas fizeram você perceber a sua própria luz; aos que te ensinaram com a negatividade o que é felicidade.