A crise dos vinte e poucos anos.
Eu não sei vocês, mas nada saiu como imaginei, eu ainda não tenho uma profissão, ainda estou aprendendo a ser adulta. Nunca pensei que seria fácil, mas ao mesmo tempo não imaginei que era tão complicado. Em alguns momentos eu me encontro com minhas outras idades…
Às vezes choro como um bebê, sou curiosa como uma criança de 4 anos, sou criativa como uma criança de 7, sou teimosa como uma adolescente de 13, sou corajosa como uma adolescente de 16 e todas elas me compõem e, claro, em outros momentos sou uma mulher de vinte poucos anos. Quanto melhor for a harmonia entre elas, mais equilíbrio na vida. Quanto mais eu compreendo cada espaço dessas versões de mim melhor é o relacionamento.
E talvez você se pergunte, como assim? Temos um relacionamento com nós mesmos. E a forma como nos tratamos, nos cuidamos, nos compreendemos influencia diretamente nas nossas relações exteriores. Quanto mais nos conhecemos melhor nos apresentamos aos outros, quanto mais nos entendemos, melhor nos fazemos ser entendidos e por aí vai.
Eu realmente estou buscando descobrir minha identidade e criar conexões e intimidades com outras identidades, que assim como eu há várias idades, versões dentro de si e busca acolher cada uma delas.
Eu sei bem que já passou da hora de parar de me comparar com as histórias de outras pessoas e realmente espero que você não esteja comparando a sua com a minha… Porque a grama do vizinho sempre estará mais verde do que a nossa, se não gastarmos nosso tempo e energia cuidando do nosso jardim. Não se subestime, você é capaz e não se cobre tanto, isso não irá te ajudar, pelo contrário vai te sobrecarregar.
