Resolvi partir.
“Eu não quero mais te ver”, ela disse.
Mas, surpreendentemente, dessa vez eu não surtei, nem se quer chorei. Continuei fazendo o que tinha para fazer. Obviamente não era o tipo de mensagem que eu queria receber, porém depois de tantas ofensas, tantas brincadeiras de mau gosto, essa mensagem não surtiu efeito algum. Para mim ela decretou o fim.
Essa coisa de música sertaneja como “A briga foi feia, teve dedo na cara, teve voz alterada, teve tudo que tem em uma discussão. Mas eu não estava terminando, você confundiu seu coração” da dupla Henrique e Juliano, não funciona comigo. Quero falar, sim, sobre qualquer assunto, discutir a relação, só que sempre com o respeito prevalecendo em cada momento.
As pessoas não costumam terminar relacionamento por falta de amor, e sim por falta de respeito, compreensão, empatia, cuidado, doação, conexão… mas raramente o amor propriamente dito. Apesar de eu acreditar que no amor já há tudo isso, mas infelizmente conforme fomos crescendo, aprendemos alguns comportamentos tóxicos que divergem muito do amor e por isso o que deveria ser incluso, é adicional.
Eu realmente busquei compreender mas depois que percebi que eu jamais seria compreendido, resolvi partir.
