Desconstruir para reconstruir
Pode parecer contraditório, mas, em muitos momentos, é exatamente isso que a vida exige de nós.
Crescemos aprendendo inúmeras coisas, de forma consciente ou não, querendo ou não. Observamos e aprendemos. Ouvimos e aprendemos. Sentimos e aprendemos. Falamos e aprendemos. Agimos e aprendemos.
Inclusive, muitas vezes repetimos palavras e ideias sem sequer compreender o que elas realmente significam. Apenas reproduzimos aquilo que vimos e ouvimos. E isso pode nos fortalecer ou nos limitar. Tudo depende das referências que tivemos e do repertório que construímos ao longo da vida.
Na minha experiência, precisei desconstruir a imagem que tinha de mim mesma. Precisei rever o que acreditava ser amor, o tipo de homem que desejava e até a ideia de família que carregava. Foi necessário questionar muitas certezas para que, hoje, eu pudesse me reconstruir como uma página em branco: sem medo, sem julgamentos e com muito mais clareza e leveza.
Nada do que vivi foi em vão. Tudo o que aprendi teve seu propósito. Algumas coisas permaneceram, outras ficaram para trás. E sou grata por cada etapa, porque foi justamente essa jornada que tornou possível a mulher que continuo reconstruindo todos os dias.
Desconstruir não é perder. É abrir espaço para que algo mais verdadeiro possa nascer.
