O amor morre

Se cuidar de vez em quando do amor, pode até demorar para morrer, mas ele vai perdendo o vigir aos poucos. Vai esgotando a esperança, o brilho e a leveza que um dia existiu pela inconstância do cuidado.
O amor é uma decisão, é escolher construir um bom relacionamento e estar disposto a entregar o seu melhor para que isso realmente aconteça. E tudo que te distraia do que precisa ser feito, não merece a sua atenção. É necessário dedicação, renúncias e pequenas e grandes decisões diárias.
Um jardim lindo e produtivo requer muito trabalho e atenção, com o amor não é diferente.
Assim como uma planta, o amor não cultivado todos os dias, morre.

Não é brincadeira

Relacionamento saudável é coisa séria, não é brincadeira. É dedicação e aprendizado diário, é saber colocar e respeitar limites, é saber ceder, é ter paciência e aprender a lidar com frustrações até porque você irá se frustrar, e não é porque é a pessoa “errada” mas porque suas expectativas podem não condizer com a realidade.
O que é óbvio para você não necessariamente é óbvio para o outro. Elimine os julgamentos, aprenda a perguntar mais do que afirmar.
Faça alinhamentos logo no começo.
E talvez você se pergunte, isso não é precipitado ou egoísta?
Precipitado e egoísta é você querer que o outro adivinhe o que quer e atinja expectativas que ele nem sabe que existem.
Não queira uma relação a qualquer custo. Queira alguém que esteja alinhado com os seus ideais… não aceite qualquer pessoa só para dizer que tem alguém. Pois um dia com a casa cheia você ainda se sentirá vazia por não ter escolhido uma companhia para compartilhar a vida que estivesse disposta a ser recíproca a sua entrega. Aliás, se entregar a alguém tem um custo físico, espiritual e emocional.
Iniciar um relacionamento por carência nunca será uma escolha sensata e uma hora você irá perceber que não era nada disso que de fato queria.
É salutar ter conversas difíceis no começo para não ter uma relação difícil. Afinal, relacionamento saudável não vem pronto, é construído, o que se torna extremamente necessário decisões, adaptações e resoluções.

Tudo que ela quer é um amor decidido.

Ela cansou dos relacionamentos voláteis movidos por sentimentos. Relações intensas não brilham mais seus olhos. Descobriu que essa intensidade torna essas relações extremamente passageiras e com um propósito abstrato. 

Durante muito tempo ela acreditou que seu verdadeiro amor não chegaria em um cavalo branco, no entanto tinha convicção que esse amor causaria muita adrenalina, diversas emoções, o tédio não se faria presente e que ela seria o centro das atenções da pessoa e adivinha? 

De fato, ela viveu esses “amores”, geralmente não durava uma semana dessa paixão tão envolvente e chegava no máximo, com tremendo esforço, um mês. Após esse tempo tudo que essa emoção se transformava era em ódio, indiferença, críticas excessivas e uma dor imensa. 

Ela não entendia o que estava acontecendo de tão errado. Desejava tanto fazer esses relacionamentos darem certo, mas infelizmente nenhum deles tiveram sucesso. Até ela finalmente compreender que não deseja escolher mais ninguém pela emoção, e sim pela decisão. E mais do que isso, quer que seja recíproco. Quer escolher alguém que racionalmente a escolha também.

Definitivamente essa mulher já cansou de amores intensos e efêmeros. Tudo que ela quer é um amor decidido que perdure por muito tempo e até ousaria dizer, um amor decidido a permanecer até o seu último suspiro.

Eu não te amo mais

Infelizmente, passei boa parte da minha vida acreditando que amor não morre, que a gente não deixa de amar ninguém que já amou… mas depois de refletir um pouco, eu sempre acreditei que o amor fosse uma construção e decisão. E nada me provou o contrário. E acreditar na eternidade de um amor rompido é ironicamente equivocado. Até que eu entendi que eu posso deixar de amar sim e pelos mesmo motivos que me fizeram amar, pela construção e decisão. Se eu construo um prédio sem estrutura alguma o que esperamos é que ou ele não cresça ou se por acaso crescer ele desmorone uma hora, em um relacionamento não é diferente. E a decisão vale tanto para o sim quanto para o não, ela é nossa. E agora ele é exclusivamente minha. E de fato quanto a isso eu não tive dúvidas, quando entrei em nosso relacionamento, eu comecei com a decisão de fazer dar certo. Até porque não acredito em “vamos ver” “será que vai dar certo?”. Se eu iniciei, eu já vou dedicada a entregar meu melhor. Eu entro decidida a amar e a construir uma relação sólida, e tenho pavor de empurrar um relacionamento com a barriga. No entanto, nossa relação chegou ao fim. E por mais que eu quisesse continuar te amando, sempre pareceu injusto ter que permanecer com essa decisão mesmo depois de não receber a reciprocidade que um relacionamento precisa. Então finalmente tomei a decisão de não te amar. Eu te respeito, até gosto de você. Mas não te amo mais.