O erro dele ou dela não anula o meu

Sempre foi mais fácil apontar o outro. O erro dele, a falha dela, o deslize que não fui eu quem cometeu. Como se, ao iluminar as sombras alheias, as minhas próprias se dissipassem. Mas não dissipam.

O erro do outro não apaga o meu, não me torna inocente, não faz de mim alguém melhor por simples contraste. O que eu faço, ou deixo de fazer, continua sendo meu.

Já me escorei no erro alheio. Já me convenci de que, porque o outro foi injusto, eu tinha o direito de ser cruel. Porque o outro não cumpriu sua palavra, eu podia quebrar a minha. Mas no fim das contas, a minha consciência sempre me chamava de volta, como um espelho que não mente.

Então, aprendi. Aprendi que não importa quem errou primeiro, quem errou pior, quem começou. O que importa é quem eu escolho ser, apesar disso. Porque a minha integridade não é uma resposta ao outro, é um compromisso comigo mesma.

E eu quero ser melhor. Não porque alguém mereça, mas porque eu mereço.

Entre as lutas, a esperança


Quando queremos muito algo… nós nos esforçamos e não nos contentamos.
Nós choramos, mas nunca desistimos. Maior do que a esperança que reside dentro de nós, é a certeza que iremos errar tentando acertar.
Infelizmente, iremos vacilar com quem mais amamos. Sem querer somos capazes de ferir e curar
Será necessário ter conversas e tomar decisões difíceis para construir uma vida mais leve.
Nem tudo precisa de um adeus, às vezes o que precisamos é de um recomeço.
Se não deu certo até agora… não significa que nunca mais dará.
Sei que manter a fé e a esperança que o melhor ainda estar por vir é muito difícil.
Nem sempre é lógico confiar, mas no caminho nós vamos encontrando as respostas daquilo que nem sequer questionamos, soluções de problemas que nem sabíamos que existiam
Felizes são aqueles que suportam o processo, ainda que seja insuportável no momento. Por saber que tudo passa, o importante são os aprendizados na jornada. Oportunidades vão e vêm. Se movimente que a esperança sempre dará um jeito de esbarrar em você.